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Indústria de autopeças começa 2025 com déficit na balança comercial

fev, 25, 2025 Postado porSylvia Schandert

Semana202509

A indústria de autopeças iniciou 2025 com déficit de US$ 1,4 bilhão, aumento de 33,8% em comparação com o saldo negativo de US$ 1,07 bilhão registrado em janeiro de 2024, segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).

As exportações atingiram US$ 568,7 milhões em janeiro de 2025, garantindo aumento de 1,3% em relação aos US$ 561,6 milhões exportados no mesmo mês de 2024, mas ficaram 13,1% abaixo da média das exportações de 2024, segundo o Sindipeças. “O crescimento no primeiro mês do ano reflete, a nosso juízo, leve melhora na competitividade (câmbio desvalorizado) e na demanda por componentes no exterior, especialmente em razão do cenário econômico mais estável na Argentina”, esclareceu o sindicato que representa as fabricantes.

Por outro lado, as importações seguiram em alta. As aquisições no exterior atingiram US$ 2,0 bilhões, crescimento de 22,6% em comparação ao US$ 1,6 bilhão registrado em igual mês de 2024. “Com a desaceleração da atividade econômica, juros elevados e real desvalorizado, espera-se que importações de componentes recuem e as exportações possam alcançar novos mercados em 2025”, destacou o Sindipeças.

O contexto internacional no início de 2025 mostra-se frontalmente distinto do que fora observado em anos anteriores, segundo o Sindipeças. “As primeiras medidas anunciadas após a posse do presidente Trump, embasadas no acirramento do protecionismo/elevação de tarifas, perseguição aos migrantes ilegais e reversão dos cânones da política externa americana sinalizam que os riscos devem se intensificar. Embora ameaças concretas despontem no horizonte, seria leviano ignorar que oportunidades surgirão. A leitura correta do momento e de seus desdobramentos serão essenciais para que as nações operem suas relações comerciais com relativo êxito nos próximos anos.”

Exportações

As exportações destinadas para 155 países tiveram como destaque a Argentina com 36,6% de participação em janeiro de 2025, com US$ 208,1 milhões, aumento de 26,9% sobre os US$ 164 milhões de componentes adquiridos do Brasil em janeiro de 2024. Em seguida, aparece os Estados Unidos, com 18,7% de participação, com US$ 106,5 milhões, avanço de 15,5% sobre os US$ 92,2 milhões registrados no primeiro mês de 2024.

Na sequência está situado o México, que absorveu US$ 39,2 milhões, 42,0% inferior a janeiro do ano passado, ficando com 6,9% do total, e a Alemanha, que teve 6,5% de participação, com US$ 36,9 milhões, crescimento de 28,8% sobre os US$ 28,7 milhões de 2024.

A Noruega teve 2,8% de participação, com US$ 15,9 milhões, aumento de 63,2% sobre janeiro de 2024, quando os embarques para este país atingiram US$ 9,7 milhões, e o Chile que garantiu 2,6% do total exportado, com US$ 15, 060 milhões, 21,5% inferior aos US$ 19,1 milhões de componentes adquiridos do Brasil em janeiro de 2024.

Importações

Nas importações provenientes de 195 mercados, a China continua sendo o principal mercado de origem das peças adquiridas pela indústria local, posição que ocupa desde 2018. Em janeiro de 2025, as importações de autopeças chinesas cresceram 39,3% frente a igual mês de 2024, totalizando US$ 408,9 milhões, e a participação foi de 20,4%.

O gráfico abaixo mostra a trajetória ascendente das importações brasileiras de autopeças entre janeiro de 2021 e dezembro de 2024. Os dados vêm do DataLiner.

Importações de Autopeças | Jan 2021 – Dez 2024 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

As compras provenientes dos Estados Unidos atingiram US$ 203,7 milhões, com aumento de 19% em relação a janeiro de 2024 e a participação foi de 10,2%.

A Alemanha teve 9,5% de representatividade, com o total de US$ 190,5 milhões, 12,9% superior a 2024. O Japão, que aparece em quarto lugar no ranking, teve 8,7% de participação, com US$ 175 milhões, 9,9% superior ao mesmo mês do ano anterior.

O México teve 7,3% de participação nas compras das empresas, com US$ 147,4 milhões, aumento de 22,2% sobre janeiro de 2024, e a Itália teve 5,6% de representatividade, com US$ 112,5 milhões, crescimento de 39,9% em relação a janeiro de 2024.

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