
Ações da Vale caem 21,5% após tragédia de Brumadinho
jan, 29, 2019 Postado pordatamarnewsSemana201905
As ações da Vale caem 21,5% após o colapso mortal da barragem
As ações da maior produtora de minério de ferro do mundo, a Vale, despencaram dramaticamente na bolsa de valores de São Paulo (21,5%) após o colapso da barragem na mina de Córrego do Feijão, em Brumadinho, Minas Gerais, na última sexta-feira. A tragédia e o deslizamento associado causaram pelo menos 84 mortes, com centenas de desaparecidos presumidos mortos. Em 2015, no acidente em Mariana, também em Minas Gerais, 19 pessoas morreram quando a barragem de Mariana na mina da Samarco cedeu.
A Bloomberg divulga a tendência de queda dos preços das ações da Vale na bolsa americana. Confira na imagem abaixo:
De acordo com o Financial Times, a Vale não deve ter problemas em substituir a produção da mina Córrego do Feijão de 8,5 milhões de toneladas por ano se for fechada, a menos que a autoridade estatal intensifique o escrutínio regulatório das minas do sul e do sudeste. No entanto, as multas, compensações e custos judiciais tendem a ser significativos. No domingo, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais informou que R$ 6 bilhões em ativos da Vale foram congelados, além dos blocos anteriores, elevando o total para R$ 11 bilhões. Além disso, a Bernstein Liebhard LLP anunciou uma ação coletiva buscando recuperar os investimentos dos acionistas.
A Vale produziu 400 milhões de toneladas de minério de ferro em 2018. O DataLiner mostra a atividade de exportação de ferro e aço da Vale nos últimos cinco anos no gráfico abaixo:
A CVM abriu uma investigação para descobrir se a Vale divulgou informações sobre o vazamento de sexta-feira com rapidez suficiente. Segundo o Valor, o primeiro registro de títulos da empresa referente à ruptura foi feito apenas duas horas após os primeiros relatos do estouro da barragem.
Em novembro passado, um tribunal brasileiro determinou que a Vale SA deveria parar de extrair o níquel no Estado do Pará. O tribunal ordenou que a Vale pagasse uma indenização no valor de R$ 100 milhões para duas tribos indígenas da região.
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