Mais de 100 navios esperam para embarcar grãos na Argentina por causa da greve
dez, 21, 2020 Postado porSylvia SchandertSemana202052
Como resultado da greve de inspetores de grãos e trabalhadores do setor de oleaginosas da Argentina, que já avançou para sua segunda semana, paralisando as exportações do país, mais de cem navios cargueiros estão enfrentando atrasos para carregar produtos agrícolas na Argentina.
A Argentina é o maior exportador de farelo de soja. As negociações entre trabalhadores e empresas de exportação sobre questões salariais foram interrompidas, com os dois lados acusando o outro de intransigência.“A greve continua sem qualquer expectativa de que as negociações sejam reiniciadas no curto prazo. Temos mais de 100 navios esperando para serem carregados”, afirma Gustavo Idigoras, chefe da câmara de empresas exportadoras CIARA-CEC da Argentina.
A greve começou em 9 de dezembro com chamado da federação argentina dos trabalhadores da indústria de oleaginosas e participação do sindicato Urgara, que representa os inspetores de grãos do porto, e SOEA, dos trabalhadores em esmagadores de soja, com sede no principal polo de grãos da Argentina, Rosário, que embarca cerca de 80% da exportações agrícolas da Argentina.
“Há uma grande participação de nossos membros na greve e, cada vez que as empresas se manifestam, isso gera mais raiva e muito mais apoio da população”, disse o porta-voz da Urgara, Juan Carlos Peralta.
A Urgara negocia com a Câmara de Portos Comerciais Privados, ou CPPC, enquanto a federação e a SOEA negociam com o CIARA. Peralta disse que a Urgara fechou acordos individuais com algumas empresas exportadoras, mas que permanecem diferenças gritantes nas posições de negociação e que um acordo abrangente está longe.
Com a soja e milho, as duas principais safras comerciais da Argentina, atualmente em fase de plantio, dezembro não é o pico das exportações.
Os agricultores têm mantido todos os estoques que podem este ano, esperando uma desvalorização maior do peso frente ao dólar antes de vender. A moeda enfraqueceu 27,9% este ano, para 83,15 pesos por dólar.
Fonte: Reuters
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