Economia

Exportações da China ganham impulso em junho com aceleração dos embarques e trégua com os EUA

jul, 16, 2025

As exportações da China cresceram 5,8% em junho em relação ao mesmo mês de 2024, superando a previsão dos analistas, que esperavam alta de 4%. Os números também representam uma aceleração em relação ao avanço de 4,8% registrado em maio, segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China nesta segunda-feira (14).

O crescimento ocorreu no período de trégua nas tensões comerciais com os Estados Unidos, o que incentivou embarques antecipados por parte dos exportadores chineses.

As importações também reagiram, subindo 1,1% em junho, e reverteram a queda de 3,4% registrada em maio, enquanto a expectativa do mercado era de retração de 0,5%.

Com isso, o superávit comercial da China aumentou para US$ 114,78 bilhões em junho, acima dos US$ 103,22 bilhões registrados em maio e da projeção de US$ 111,3 bilhões.

Importações da China batem recorde
No primeiro semestre, o Brasil comprou US$ 35,7 bilhões em produtos da China, o equivalente a 26,3% de todas as importações do país, alcançando marca recorde. O número representa alta de 22,2% na comparação anual.

Apesar do aumento de tarifas sobre veículos elétricos importados, os carros chineses seguem na liderança das importações brasileiras no segmento. De janeiro a junho, o Brasil importou US$ 2,05 bilhões em veículos da China, que corresponde a um crescimento de 713% em relação ao mesmo período de 2023.

A Argentina, que já foi o principal fornecedor automotivo do Brasil, exportou US$ 844 milhões no mesmo período, ficando atrás no ranking.

A China também ampliou presença no mercado brasileiro de eletroportáteis e eletroeletrônicos. As importações de aparelhos de ar-condicionado saltaram 67% no semestre, somando US$ 498,5 milhões. Entre 2022 e 2025, o Brasil subiu da 15ª para a 7ª posição entre os maiores compradores desses produtos chineses.

No setor de TVs, o Brasil passou da 17ª para a 6ª posição como principal destino das exportações chinesas. O mesmo movimento é observado em categorias como fogões, ferros elétricos e outros eletrodomésticos.

Volume cresce mais que o valor de importação
De acordo com o Indicador de Comércio Exterior (Icomex/FGV), o volume importado da China entre janeiro e maio subiu 35% na comparação com 2024, acima do crescimento de 12,4% do volume total importado pelo Brasil.

O valor total das importações de produtos chineses aumentou 25,7% em 12 meses até maio, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic), refletindo a queda nos preços médios dos produtos importados, movimento também observado no restante da pauta brasileira.

Minério de ferro sobe com dados da China
Os contratos futuros do minério de ferro subiram após a divulgação dos dados comerciais. Na Bolsa de Dalian, o contrato de setembro avançou 0,26%, para 766,5 iuanes (US$ 106,92) por tonelada. Já na Bolsa de Singapura, o contrato de referência para agosto subia 0,37%, a US$ 99,65 por tonelada.

Segundo analistas da Everbright Futures, o desempenho das exportações e o crescimento das importações chinesas reforçam a expectativa de maior demanda por aço e, consequentemente, por minério de ferro.

As importações chinesas do minério cresceram 8% em junho na comparação com maio, conforme mineradoras aumentaram os embarques para cumprir metas trimestrais, após atrasos causados por eventos climáticos no primeiro trimestre.

Fonte: Monitor do Mercado

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