Economia

Exportações da China desaceleram e registram menor crescimento em seis meses

set, 08, 2025 Postado porSylvia Schandert

Semana

O crescimento das exportações da China perdeu força em agosto, avançando apenas modestamente e no ritmo mais lento em seis meses, pressionado pela queda no comércio com os Estados Unidos, em meio às tensões contínuas entre os dois países devido às tarifas.

O total de embarques ao exterior cresceu 4,4% em dólares, na comparação anual, em agosto, contra 7,2% em julho, segundo dados divulgados pela alfândega chinesa nesta segunda-feira. O resultado ficou abaixo da alta de 5,0% prevista em pesquisa da Reuters com economistas.

As exportações para os EUA caíram pelo quinto mês consecutivo, recuando 33,1% na comparação anual, enquanto as importações do país também diminuíram 16%.

No geral, as importações em dólares avançaram 1,3% em agosto, após salto de 4,1% no mês anterior. O número ficou aquém da previsão de 3,0% na pesquisa da Reuters.

Com isso, o superávit comercial da China ficou em US$ 102,33 bilhões, acima dos US$ 98,24 bilhões de julho.

Em meados de agosto, o presidente dos EUA, Donald Trump, prorrogou por mais 90 dias – até 10 de novembro – a trégua tarifária entre Washington e Pequim, mas manteve uma tarifa adicional de 30% sobre alguns produtos chineses.

A China, por sua vez, impôs uma tarifa de 10% sobre produtos americanos.

Separadamente, as tarifas abrangentes dos EUA sobre quase todos os seus parceiros comerciais entraram em vigor em 7 de agosto. As alíquotas “recíprocas” para grandes economias exportadoras da Ásia, incluindo Japão, Coreia do Sul e Vietnã, foram elevadas de 10% para entre 15% e 20%, reduzindo efetivamente a diferença em relação às tarifas aplicadas à China.

Os EUA também anunciaram uma tarifa de 40% sobre produtos considerados objeto de “transbordo” (transshipment), embora ainda não tenham detalhado como tais casos serão definidos e fiscalizados.

Uma pesquisa privada da S&P Global mostrou que novos pedidos de exportação no setor manufatureiro da China continuaram a cair em agosto, mesmo com o aumento dos pedidos totais. No entanto, o ritmo de queda nas exportações desacelerou.

À medida que a segunda maior economia do mundo enfrenta crescente incerteza externa e demanda doméstica persistentemente fraca, investidores aguardam sinais de política no Quarto Plenário do Partido Comunista, em outubro, quando os principais líderes chineses deverão revisar os planos de desenvolvimento para os próximos cinco anos, a partir de 2026.

Fonte: Valor Econômico

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