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MT aposta em cacau para recuperar áreas degradadas e ampliar exportação

set, 12, 2025 Postado porSylvia Schandert

Semana202538

A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) vai investir R$ 2,5 milhões em experimentos com o cultivo de cacau nos três biomas de Mato Grosso — Amazônia, Cerrado e Pantanal. O objetivo é avaliar o potencial do Estado para integrar a rota internacional da produção da cultura. Os recursos foram repassados pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat).

Os ensaios serão instalados em áreas estratégicas de Juína, Sinop, Tangará da Serra e Cáceres — municípios localizados a 737 km, 503 km, 242 km e 218 km de Cuiabá, respectivamente. Outras cidades do Araguaia e da Baixada Cuiabana ainda serão escolhidas para receber os testes, que devem começar em 2026.

A pesquisa pretende definir recomendações técnicas para elevar a produtividade e a qualidade das amêndoas de cacau, consideradas fundamentais para atender à indústria de chocolates finos. O estudo também busca alternativas para transformar áreas degradadas em sistemas agrícolas mais rentáveis.

Conforme a Empaer, o cacau pode ser cultivado tanto a pleno sol quanto em consórcio com banana e limão. Técnicos avaliam que a cultura tem potencial para se tornar uma nova fonte de renda para agricultores familiares e para ampliar as exportações brasileiras.

O interesse é reforçado pelo cenário internacional. A quebra de safra em países da África Ocidental, região responsável por mais de 70% da produção mundial, fez o preço do cacau subir mais de 150% em 2024. A alta abriu espaço para que outros países, incluindo o Brasil, disputem participação no mercado.

Especialistas apontam que o avanço da cacauicultura em Mato Grosso depende da adoção de sistemas agroflorestais, irrigação eficiente, manejo intensivo e controle de pragas e doenças. O uso de clones adaptados, mudas produzidas em viveiros protegidos, acesso a crédito e assistência técnica contínua também são considerados fatores determinantes para a viabilidade da produção.

Fonte: VG Notícias

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