Portos e Terminais

Exportação de gado vivo cresce, Rio de Janeiro aposta no Porto do Açu

nov, 04, 2025 Postado porSylvia Schandert

Semana202546

A exportação brasileira de gado vivo segue em forte crescimento e pode bater recorde histórico em 2025. Apenas em setembro, foram embarcadas mais de 137 mil cabeças, gerando receita de cerca de R$ 796 milhões, com preço médio de R$ 411 por arroba.

No acumulado até setembro, o Brasil já enviou 788 mil bovinos ao exterior, 16% a mais que no mesmo período de 2024. Se o ritmo continuar, o setor poderá alcançar 1,5 milhão de animais exportados até dezembro.

Os principais mercados permanecem no Oriente Médio e Norte da África: Turquia, Iraque, Marrocos e Egito absorvem quase 80% dos embarques. Com a inclusão da Arábia Saudita, a fatia chega perto de 100%, atendendo ao abate halal exigido nos países de destino.

Entre os estados exportadores, o Pará lidera com 60% dos embarques, seguido por Rio Grande do Sul (22%) e São Paulo (5%). O diferencial estratégico está na logística e na proximidade com portos de escoamento. É nesse cenário que o Rio de Janeiro aposta no Porto do Açu, iniciando um projeto piloto para exportação de gado vivo. A iniciativa depende de oferta regional de animais e cumprimento de protocolos sanitários e de bem-estar.

Para os produtores, os embarques internacionais oferecem uma oportunidade extra, já que a arroba exportada tem preço médio superior ao mercado interno: R$411 versus R$307 em setembro. Apesar disso, o gado vivo representa apenas cerca de 3% do abate nacional. Mesmo com recorde, o total ficaria abaixo de 4% em 2025. O mercado principal continua sendo a carne processada, segmento em que o Brasil é referência global.

O Porto do Açu surge como peça-chave para expandir as exportações no Sudeste, abrindo novas oportunidades para produtores locais e fortalecendo a presença do Rio de Janeiro no comércio internacional de gado.

Fonte: Ururau

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