Dragagem mais extensa da década vai remover 3 milhões de m³ no Porto de Santos
nov, 13, 2025 Postado porSylvia SchandertSemana202547
A Autoridade Portuária de Santos (APS) anunciou a aprovação do Plano Conceitual de Dragagem 2025-2026, documento que orienta as ações de manutenção da profundidade e garante as condições de navegabilidade do maior porto da América Latina.
O plano também atende às exigências ambientais previstas na Licença de Operação nº 1382/2017, aprovada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O novo ciclo de dragagem prevê a manutenção de 15 metros de profundidade no canal de navegação, com a retirada estimada de três milhões de metros cúbicos de sedimentos.
A operação utilizará dragas auto-transportadoras de arrasto e sucção (TSHD), retroescavadeiras e batelões.
Os sedimentos serão depositados nas quadrículas Q4 e Q8 do Polígono de Disposição Oceânica (PDO), localizado a cerca de 10 quilômetros da entrada do canal.
As campanhas foram organizadas por trechos e períodos específicos: os trechos 1 e 2 ocorrerão em janeiro, fevereiro, junho, julho, outubro e novembro; e os trechos 3 e 4, em abril, julho, agosto e novembro.
Segundo a APS, as variações de cronograma refletem as condições climáticas locais — como frentes frias, ressacas e o aumento do volume de sedimentos nas chuvas de verão. Em caso de eventos extremos, poderão ser realizadas dragagens adicionais, mediante autorização do Ibama.
Movimentação de Contêineres no longo curso no Porto de Santos | Jan 2022 a Set 2025 | TEU
Fonte: DataLiner (Clique aqui para solicitar uma demo)
A operação será acompanhada em tempo real pela equipe técnica da APS, com base em programas ambientais estabelecidos na licença.
Entre eles, o Programa de Monitoramento da Dragagem e o Programa de Monitoramento da Dragagem por Sensores da Draga, voltados exclusivamente à fiscalização da atividade. Outros programas ambientais também observarão impactos indiretos no ecossistema local.
Para mitigar efeitos sobre a fauna marinha, as dragas serão equipadas com defletores de tartarugas, e o sistema de sucção só poderá ser acionado a até um metro do leito marinho, evitando danos aos organismos aquáticos.
As informações sobre cada etapa do processo — como datas, áreas e tipos de operação — serão divulgadas pela APS em seus canais oficiais e redes sociais, reforçando o compromisso com a transparência e a sustentabilidade das atividades portuárias.
Fonte: Diário do Litoral
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