Brasil afirma que questões sobre importação de biocombustíveis dos EUA estão “praticamente resolvidas”
nov, 27, 2025 Postado porLucas LorimerSemana202548
O vice-presidente brasileiro, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira que questões não especificadas relacionadas às importações brasileiras de biocombustíveis dos Estados Unidos estavam “praticamente resolvidas”.
Ele não forneceu detalhes, mas, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços — liderado por Alckmin —, suas observações se referiam ao afrouxamento de regras no programa RenovaBio para atender às preocupações dos EUA.
O RenovaBio incentiva o uso de biocombustíveis, como etanol e biodiesel, em vez de combustíveis fósseis, com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
No seu “National Trade Estimate Report on Foreign Trade Barriers”, o governo Trump classificou o programa como uma barreira não tarifária que colocava os produtores americanos em desvantagem, pressionando o Brasil a revisar suas regulamentações.
Até junho deste ano, exportadores estrangeiros de biocombustíveis precisavam de um intermediário — normalmente um importador brasileiro — para obter certificação e emitir créditos de descarbonização.
Mas uma resolução da reguladora ANP, de meados de junho, permitiu que exportadores estrangeiros fossem certificados diretamente, o que, segundo o ministério, informado à Reuters, já nivelou o campo de competição para eles.
Brasil engajado em conversas com os EUA, diz Alckmin
Falando em um evento organizado pela Câmara Americana de Comércio no Brasil, Alckmin também afirmou que questões não tarifárias eram importantes nas conversas com os EUA, incluindo temas relacionados a data centers, terras raras e grandes empresas de tecnologia.
Ele reiterou que o Brasil continua engajado nas negociações, após Washington adicionar, na semana passada, mais de 200 produtos à lista de itens isentos da tarifa de 50% imposta anteriormente.
No mesmo evento, o chefe de política comercial do Ministério das Relações Exteriores, Fernando Pimentel, observou que o Brasil ainda não recebeu pedidos claros dos EUA como parte das negociações e aguarda consultas no âmbito de uma investigação da Seção 301.
A investigação foi aberta pelos EUA no início deste ano para examinar uma ampla gama de políticas brasileiras, incluindo o sistema de pagamentos instantâneos Pix, o acesso ao mercado de etanol, o desmatamento ilegal e a proteção à propriedade intelectual.
Fonte: Sucessfull Farming
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