Quais os planos das companhias de navegação para o retorno ao Canal de Suez?
jan, 15, 2026 Postado porGabriel MalheirosSemana202603
As principais companhias de navegação vêm elaborando estratégias para retomar a travessia pelo Canal de Suez após mais de dois anos de interrupções provocadas por riscos à segurança no Mar Vermelho.
Desde novembro de 2023, as empresas passaram a desviar navios por rotas mais longas e onerosas ao redor da África, após ataques a embarcações comerciais atribuídos às forças houthis do Iêmen, em ações relacionadas, segundo relatos, ao conflito na Faixa de Gaza.
Um acordo de cessar-fogo firmado em outubro de 2025 levou algumas companhias a avaliarem planos de retomada das operações pelo corredor, embora as preocupações com segurança sigam centrais. A seguir, os principais movimentos anunciados até o momento:
Maersk
A armadora dinamarquesa informou na quinta-feira (15 de janeiro) que retomará, ainda neste mês, a navegação pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez em um de seus serviços, após dois navios testarem a rota em dezembro e no início de janeiro.
Segundo a empresa, o primeiro serviço a voltar ao trajeto será a linha semanal que conecta Oriente Médio e Índia à costa leste dos Estados Unidos. A retomada está prevista para 26 de janeiro, com partida do porto de Salalah, em Omã, marcando o início de um retorno gradual do grupo à rota de Suez.
CMA CGM
A terceira maior companhia de transporte de contêineres do mundo, que já vinha realizando travessias pontuais pelo Canal de Suez quando as condições de segurança permitiam, passará a utilizar a rota para o serviço INDAMEX, entre Índia e Estados Unidos, a partir de janeiro, de acordo com cronograma publicado em seu site.
Em dezembro, dois navios da empresa atravessaram o Canal de Suez, segundo informou à época a autoridade responsável pela via.
Hapag-Lloyd
A alemã Hapag-Lloyd não pretende, por enquanto, alterar suas operações no Mar Vermelho, afirmou um porta-voz na quinta-feira, pouco depois do anúncio da Maersk.
Em dezembro, o diretor-presidente do grupo disse que o retorno da indústria marítima ao Canal de Suez tende a ser gradual, com um período de transição de 60 a 90 dias para ajustes logísticos e para evitar congestionamentos súbitos nos portos.
Wallenius Wilhelmsen
A norueguesa Wallenius Wilhelmsen, especializada no transporte de veículos, segue avaliando o cenário e não retomará a navegação pela região até que determinadas condições sejam atendidas, informou um porta-voz da companhia em dezembro.
Reportagem compilada por Mireia Merino, Javi West Larrañaga e Gemma Guasch, em Gdansk; edição de Milla Nissi-Prussak.
Fonte: Reuters
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