Brasil negocia ampliação de acordo com Índia no setor de algodão
fev, 20, 2026 Postado porGabriel MalheirosSemana202608
Uma delegação formada por representantes do Cotton Brazil, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e da ApexBrasil acompanha a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, à Ásia. O objetivo é negociar a ampliação do acordo de comércio preferencial entre Mercosul e Índia, para, entre outras coisas, aumentar as exportações de algodão ao país, em vigor desde 2009.
A meta do governo brasileiro é expandir a lista de 450 produtos com descontos tarifários para até 4 mil, incluindo óleos vegetais, algodão, etanol, feijão e frutas, além de máquinas, equipamentos, terras raras, entre outros. Segundo a Abrapa, o foco do setor é reduzir tarifas de importação do algodão brasileiro de 11% e criar cotas com tarifa zero.
“Nós acreditamos que o potencial de exportar para a Índia com a redução das alíquotas pode chegar a 300 mil toneladas por ano. Isso representa em torno de US$ 500 milhões de receita para o Brasil só com esse destino o destino indiano”, afirma o vice-presidente da Abrapa, Celestino Zanella. No ciclo comercial 2024/25 o Brasil exportou 160 mil toneladas de algodão para a Índia.
No setor de carga conteinerizada, o Brasil exportou 4.498 TEUs de produtos derivados do algodão para o mercado global, segundo dados recentes da Datamar. Veja abaixo os embarques de algodão em contêineres do Brasil. Os dados são da plataforma de inteligência em comércio exterior da Datamar – o DataLiner.
Exportações de Algodão | Jan 2022 – Dez 2025 | TEUs
Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)
A Índia é um dos maiores produtores mundiais de algodão e abriga o segundo maior parque industrial têxtil do mundo. O setor tem intensificado as missões comerciais e técnicas à Índia desde 2024. Desde então, as exportações brasileiras de algodão para a Índia passaram de 8 mil toneladas para 160 mil toneladas, elevando a participação do Brasil entre as origens exportadoras de 4% para 24%.
“Nosso objetivo é fortalecer parcerias estratégicas, promover a rastreabilidade e a sustentabilidade da fibra brasileira e consolidar o Brasil como fornecedor confiável para a indústria têxtil indiana”, afirmou Fernando Rati, gestor do Cotton Brazil.
A comitiva empresarial terá reuniões com representantes do Ministério dos Têxteis da Índia para apresentar um estudo sobre sinergias entre os dois países na área.
Após a agenda presidencial, os representantes vão visitar os principais polos industriais indianos para a realização do Cotton Brazil Outlook, série de eventos e workshops para promover o algodão brasileiro.
As atividades começam em Nova Delhi, seguem para Ahmedabade e Coimbatore, tradicionais polos têxteis, e terminam em Mumbai, onde a agenda se estende até o dia 28.
Por Cibelle Bouças – Globo Rural
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