Brasil comemora tarifa zero dos EUA para exportações de aeronaves
fev, 26, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202609
O governo brasileiro comemorou, na terça-feira (24 de fevereiro), a decisão de Washington de permitir a entrada de aeronaves brasileiras nos Estados Unidos sem cobrança de tarifas, ante os 10% aplicados anteriormente, em meio a recentes mudanças na política comercial norte-americana.
A medida beneficia o setor aeroespacial do Brasil, liderado pela fabricante de aeronaves Embraer, que enfrentava desvantagem competitiva em relação a rivais como a canadense Bombardier e a francesa Dassault Aviation, cujos jatos já ingressavam no mercado dos EUA sem tarifas.
As aeronaves foram o terceiro principal produto de exportação do Brasil para os Estados Unidos em 2024 e 2025, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior em nota, destacando o alto valor agregado e a elevada intensidade tecnológica do setor.
Após os mais recentes ajustes tarifários promovidos por Washington, o ministério estima que cerca de 25% das exportações brasileiras para os Estados Unidos — aproximadamente US$ 9,3 bilhões em 2025 — passem a estar sujeitas a uma tarifa global de 10%, colocando esses produtos em condições equivalentes às de bens de outros países.
Antes das mudanças, cerca de 22% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano estavam sujeitas a tarifas adicionais de 40% ou 50%, segundo o ministério.
“No setor agropecuário, produtos como peixe, mel, tabaco e café solúvel também terão suas tarifas reduzidas de 50% para 10%, permitindo que concorram em condições equivalentes às de outros fornecedores internacionais”, afirmou o ministério.
O governo brasileiro já havia saudado anteriormente a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou as tarifas amplas impostas pelo presidente Donald Trump, ao eliminar sobretaxas direcionadas especificamente à maior economia da América Latina.
De acordo com o ministério, 46% das exportações brasileiras para os Estados Unidos em 2025 deixarão de enfrentar tarifas adicionais, enquanto 29% continuarão sujeitas a impostos aplicados com base na Seção 232, que afetam setores como aço, alumínio, madeira, cobre e móveis.
Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. Diferentemente do expressivo superávit brasileiro no comércio de bens com a China, o país registra há anos déficit comercial com os EUA, que totalizou US$ 7,5 bilhões em 2025, segundo o ministério.
Reportagem de Marcela Ayres para a Reuters
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