MSC descarregará toda carga destinada ao Golfo no porto seguro mais próximo
mar, 04, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202610
A MSC, maior transportadora mundial de contêineres por via marítima, informou na terça-feira que “toda a carga destinada a portos no Golfo será descarregada no porto seguro mais próximo”, devido às hostilidades em andamento no Oriente Médio após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã.
A medida, conhecida como “End of Voyage” (fim da viagem)”, também se aplica a contêineres vazios já liberados para carregamento com carga destinada à exportação para portos do Golfo, informou a MSC, com sede em Genebra, em comunicado aos clientes.
Uma sobretaxa obrigatória de US$ 800 por contêiner será aplicada a todos os embarques afetados, sem exceção, para cobrir custos de desvio de rota, disse a empresa.
“A MSC lamenta sinceramente a necessidade desta decisão, que decorre de circunstâncias excepcionais fora de seu controle, afirmou a companhia.
Os clientes assumirão a responsabilidade pelo contêiner no porto de descarga, disse Lars Jensen, CEO da consultoria marítima Vespucci Maritime, em publicação no LinkedIn. Isso significa que “os embarcadores serão responsáveis por encontrar transporte alternativo e pagar as taxas portuárias locais”, explicou.
As hostilidades fizeram com que embarcações, incluindo petroleiros e navios porta-contêineres, se acumulassem no estreito estratégico de Ormuz, gerando preocupações de que os preços globais dos combustíveis possam disparar.
Até domingo, 158 navios porta-contêineres estavam presentes no Oriente Médio — incluindo o Golfo de Omã, o Mar Arábico e o Golfo — representando apenas 2,1% da frota mundial ativa de navios porta-contêineres, segundo dados da consultoria marítima Drewry, com sede em Londres.
A MSC e a Ocean Network Express (ONE) já haviam interrompido no início da semana a aceitação de cargas destinadas às áreas afetadas no Oriente Médio.
Especialistas do setor alertaram que as hostilidades devem provocar atrasos em cascata e interrupções logísticas que podem levar semanas para se normalizar, à medida que as companhias redirecionam navios, contêineres e outros ativos.
“O transporte marítimo de contêineres tem menos a perder com o conflito envolvendo o Irã do que outros segmentos do setor, mas não conseguirá escapar de interrupções e custos mais altos”, afirmou Simon Heaney, gerente sênior de pesquisa de contêineres da Drewry, em relatório publicado na terça-feira, 3 de março.
Reportagem de Lisa Baertlein para a Reuters.
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