Lucro da Zim despenca 78% antes de venda de US$ 4,2 bilhões para a Hapag-Lloyd
mar, 09, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202611
Pouco antes de mudar de controle, a Zim encerrou 2025 com resultados significativamente mais fracos, refletindo a queda tanto no volume de transporte quanto nas tarifas de frete marítimo.
A companhia israelense de navegação reportou lucro líquido de US$ 481 milhões em 2025, uma queda de 77,7% em relação aos US$ 2,15 bilhões registrados no ano anterior. No quarto trimestre, o lucro líquido despencou 93,3%, para US$ 38 milhões, comparado aos US$ 563 milhões no quarto trimestre de 2024.
A queda foi impulsionada por menores volumes de contêineres transportados e pela redução das tarifas de frete. Em 2025, a Zim transportou 3,66 milhões de contêineres (TEU), uma redução de 2,3% em comparação com 2024. Ao mesmo tempo, a tarifa média por contêiner caiu 17,8%, para US$ 1.551.
Recentemente, as tarifas de transporte marítimo voltaram a subir em meio às tensões geopolíticas, especialmente a guerra envolvendo o Irã e o fechamento do Estreito de Hormuz, que tem interrompido rotas marítimas globais.
De acordo com sua política de dividendos, a Zim distribuirá US$ 106 milhões em dividendos referentes ao quarto trimestre, o que representa cerca de 50% do lucro líquido trimestral, elevando o total de dividendos pagos em 2025 para US$ 240 milhões.
Desde seu IPO na Bolsa de Nova York em janeiro de 2021, a Zim já distribuiu US$ 4,8 bilhões em dividendos aos acionistas, cerca de 25 vezes o valor captado na oferta pública inicial.
No mês passado, foi assinado um acordo pelo qual a gigante alemã de transporte marítimo Hapag-Lloyd adquirirá todas as ações da Zim negociadas em bolsa — empresa que atualmente não possui um acionista controlador — em uma transação avaliada em US$ 4,2 bilhões. Incluindo essa aquisição, as distribuições totais aos acionistas da Zim chegarão a US$ 10 bilhões.
Ao mesmo tempo, a Hapag-Lloyd assinou um acordo separado com o fundo israelense de private equity FIMI, que adquirirá as operações da Zim em Israel. Essas operações incluem 16 navios da frota atual da empresa, composta por 115 embarcações, além das rotas marítimas de e para Israel.
A participação do FIMI no acordo tem como objetivo ajudar a superar obstáculos regulatórios em Israel. O Estado possui uma golden share na Zim que lhe permite vetar a venda da companhia e nacionalizar sua frota em situações de emergência, para garantir a continuidade do abastecimento ao país.
Por causa desse mecanismo, uma venda completa da empresa para uma entidade estrangeira poderia enfrentar dificuldades regulatórias. O envolvimento do FIMI busca justamente mitigar essas preocupações. Ainda assim, permanece incerto se todos os 11 órgãos governamentais responsáveis por aprovar a transação acabarão autorizando o acordo, apesar da participação do fundo.
Um dos motivos para essa incerteza é que a nova entidade da Zim que manterá as operações israelenses — e as obrigações vinculadas à golden share — será menor do que a empresa atual.
Fonte: Calcalist C Tech
-
nov, 22, 2018
0
Argentina abre sua primeira rodada de licitações no exterior em 30 anos
-
Economia
nov, 28, 2018
0
Argentina abaixa previsão do ano safra 2018/19 para 19,2m toneladas
-
Portos e Terminais
dez, 27, 2018
0
Autoridades portuárias tem de volta o poder mas serão monitoradas pela ANTAQ
-
Navegação
ago, 23, 2019
0
Maersk Chile promove a exportação de carga seca para o norte da Europa