China flexibiliza regras sobre ervas daninhas em embarques de soja do Brasil
mar, 25, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202613
A China decidiu flexibilizar as regras sobre a presença de sementes de ervas daninhas em cargas de soja importadas do Brasil, poucos dias após grandes tradings relatarem interrupções nos embarques e até suspensões de exportações para o país, após mudanças nas inspeções realizadas pelo Ministério da Agricultura brasileiro.
A medida está detalhada em um documento da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) do Ministério da Agricultura, publicado no sistema eletrônico de informações do governo federal. O documento menciona uma reunião com autoridades chinesas, na qual foi reconhecido que “não é possível atestar a ausência absoluta de sementes de ervas daninhas na soja, dadas as características da produção”.
Como resultado, o documento afirma que “as autoridades chinesas compreenderam e aceitaram que não será aplicado um critério de tolerância zero para a presença de ervas daninhas nos embarques de soja importados do Brasil e destinados ao consumo interno para processamento industrial”.
Confira a seguir um panorama histórico dos embarques brasileiros de soja para a China, medidos em Wet Metric Tons (WTMT), de janeiro de 2023 a janeiro de 2026:
Exportação de Soja à China | Jan 2023 – Jan 2026 | WTMT
Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)
A SDA também destacou que, como “ainda não há um parâmetro numérico oficial de tolerância, sendo a abordagem baseada na avaliação de risco e em medidas de mitigação adequadas ao destino do produto, o nível de tolerância estará sujeito a discussões bilaterais entre autoridades chinesas e brasileiras”.
Como já reportado pelo Valor, uma delegação do Ministério da Agricultura está na China nesta semana para tratar do tema. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou em 17 de março que o Brasil irá propor a criação de um protocolo sanitário específico para o comércio de soja.
Com a flexibilização acordada, o documento da SDA afirma que “fica autorizada a certificação dos navios mesmo quando laudos laboratoriais confirmarem a presença de ervas daninhas, desde que outros requisitos sejam atendidos, incluindo a ausência de sementes tratadas e de insetos vivos, até que seja formalmente estabelecido um nível de tolerância para ervas daninhas”.
Fonte: Valor International
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