Exportações agroindustriais da Argentina atingem maior volume da década em jan-fev de 2026, diz governo
mar, 27, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202613
As exportações agroindustriais da Argentina atingiram um volume recorde da última década de 18,5 milhões de toneladas nos dois primeiros meses de 2026, alta de 8% em relação ao mesmo período de 2025, informou a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca, com base em dados compilados pelo instituto nacional de estatística INDEC.
O valor exportado totalizou US$ 7,595 bilhões, o segundo maior dos últimos 10 anos e 7% acima do registrado no mesmo período do ano anterior, com embarques para mais de 105 países, informou a secretaria.
Dos 54 “complexos” agroindustriais analisados — incluindo produtos primários e seus derivados — 26 registraram aumento em relação a 2025 e 12 alcançaram volumes recordes da década. Em termos de contribuição para o volume, os maiores avanços ocorreram em trigo (alta de 92%), cevada (32%), amendoim (13%), girassol (249%), pesca e aquicultura (14%), forrageiras (132%), açúcar (43%), lácteos (19%), apicultura (60%), outras oleaginosas como linhaça, gergelim, jojoba e cártamo (209%), produtos ovinos (38%) e ervas e especiarias (30%), segundo a secretaria.
Em janeiro de 2025, especificamente, o comércio marítimo da Argentina foi dominado pelas exportações de amendoins, cujos embarques totalizaram 4.968 TEUs. Este produto teve um crescimento de aproximadamente 15% em relação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados de movimentação de contêineres obtidos pela Datamar.
Confira a seguir um compilado dos dados de exportação de amendoins em contêineres entre janeiro de 2023 e janeiro de 2026:
Exportação de Amendoins | Argentina | Jan 2023 – Jan 2026 | TEUs
Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)
Um total de 169 produtos aumentou suas exportações em comparação com os dois primeiros meses de 2025. Entre as maiores altas estão sementes de girassol (6.354%), óleo de jojoba (722%), farinha de milho (288%), soja (270%), feijão seco (242%), gergelim (227%), sementes em geral (165%), óleo de amendoim (113%), óleo de girassol (99%), trigo em grão (94%), manteiga (86%), lã bruta tosquiada (63%), mel (60%), doce de leite (48%) e madeira serrada (33%), entre outros.
A secretaria destacou 36 produtos que não foram exportados em 2025, incluindo fios de algodão, carne de cabra, damascos, outras frutas secas e nozes, peras secas, preparações de morango, feijões silvestres, sementes de cártamo, malte torrado e bacon e gorduras suínas.
Entre os produtos com maior valor por tonelada em 2026 estão o óleo essencial de limão (US$ 29.718 por tonelada), suplementos alimentares (US$ 19.688), cavalos (US$ 16.780), carne bovina fresca ou refrigerada desossada (US$ 12.338), ovos líquidos (US$ 8.678), crustáceos congelados (US$ 7.243) e cortes congelados de carne ovina (US$ 6.071), informou a secretaria.
Em volume, os principais destinos foram Vietnã, Indonésia, Bangladesh, Arábia Saudita, Brasil, Argélia, Peru, Chile, Malásia e Marrocos, que juntos responderam por mais de 55% das exportações totais.
A secretaria informou ainda que está disponibilizando mapas interativos e painéis para acompanhar a abertura de mercados desde 2024, o posicionamento global da Argentina por produto e as tendências de exportação por complexo e destino.
Fonte: Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca da Argentina
-
Navegação
jul, 04, 2024
0
Falta de marítimos desafia cabotagem e afeta qualidade do serviço em todo o Brasil
-
Portos e Terminais
jan, 24, 2023
0
Suape ganha mais segurança e agilidade nas operações com sistema desenvolvido pelo CESAR
-
Portos e Terminais
mar, 08, 2024
0
VirtU GNL e Porto de Itaqui assinam acordo para descarbonização da frota
-
Navegação
dez, 06, 2018
0
ONE lança novo serviço Asia-ECSA