Terminais da VLI no Tocantins celebram crescimento de 320% na movimentação de cargas
abr, 07, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202616
Os terminais integradores da VLI em Porto Nacional e Palmeirante, no Tocantins, movimentaram cerca de 59 milhões de toneladas de cargas ao longo de uma década de operação, segundo dados divulgados pela companhia. Entre 2016, quando as unidades iniciaram suas atividades, e 2025, o volume transportado saltou de 1,9 milhão para 8 milhões de toneladas, avanço de 320%.
Voltados principalmente ao agronegócio, os dois terminais operam com soja, milho, farelos e fertilizantes e cumprem papel duplo na logística regional: fazem o transbordo da carga do transporte rodoviário para o ferroviário e oferecem capacidade de armazenagem aos produtores. Os empreendimentos foram implantados com investimentos superiores a R$ 260 milhões, em valores da época.
As unidades fazem parte do Corredor Norte da VLI, que combina o tramo norte da Ferrovia Norte-Sul, operado pela companhia desde sua criação, em 2010, e a Estrada de Ferro Carajás, utilizada por direito de passagem até o sistema portuário de São Luís. Na capital maranhense, a empresa opera o Terminal Portuário São Luís, no Porto do Itaqui, por onde as commodities seguem para exportação.
O avanço da movimentação nos terminais acompanhou a expansão da operação ferroviária no corredor logístico. No intervalo de 2016 a 2025, os volumes ferroviários registrados pela companhia na rota passaram de 5,4 bilhões para 14,9 bilhões de TKU, indicador que mede a quantidade transportada em relação à distância percorrida.
Além da movimentação de cargas, a VLI sustenta que os terminais ajudaram a impulsionar a industrialização do Tocantins, especialmente no norte do estado, por meio do Complexo TIPA. Segundo a empresa, esse projeto foi estruturado a partir de investimentos conjuntos de R$ 400 milhões da própria VLI e da COPI, Companhia Operadora Portuária do Itaqui, para viabilizar um fluxo de fertilizantes entre São Luís e Palmeirante.
A companhia afirma que essa estrutura também abriu caminho para a instalação de novos empreendimentos nas áreas vizinhas ao terminal. Entre os exemplos citados estão a Mosaic, que investiu R$ 400 milhões em uma planta de fertilizantes, e a Ultracargo, que implantou uma unidade de distribuição de combustíveis com investimento de cerca de R$ 160 milhões. De acordo com a VLI, esse arranjo contribuiu para formar uma cadeia integrada voltada ao agronegócio regional.
Na frente operacional, o Terminal Integrador Porto Nacional é descrito pela empresa como porta de entrada da produção regional no sistema Norte da VLI. A unidade tem capacidade estática de 60 mil toneladas, consegue descarregar até 20 caminhões por hora e conta com pera ferroviária capaz de embarcar 80 vagões em cerca de quatro horas e meia. Já o Terminal Integrador Palmeirante dispõe de capacidade estática de 98 mil toneladas, além de armazém, silo, três balanças ferroviárias e quatro tombadores. Assim como o terminal de Porto Nacional, também opera com pera ferroviária para embarques.
O material divulgado pela empresa também destaca iniciativas ligadas à agenda socioambiental e à qualificação profissional na região. Uma delas é o LabCerrado, desenvolvido em parceria com a Embrapa Cerrados, voltado à agricultura regenerativa e à recuperação de áreas degradadas. Segundo a VLI, os experimentos conduzidos no Tocantins superaram a produtividade média regional mesmo sob condições adversas associadas ao El Niño 2023/2024 e contribuíram para uma colheita 110 mil toneladas acima do previsto na safra 2024/2025.
Na área de formação profissional, a companhia informou manter parceria com o Senai para a oferta de cursos técnicos voltados ao segmento logístico, especialmente ferrovias e portos. Apenas no ano passado, foram abertas mais de 50 vagas para o curso de Eletricista Industrial em Luzimangues, onde fica o terminal de Porto Nacional, e em Colinas, nas proximidades de Palmeirante.
A empresa também cita ações do programa Atitude Ambiental, voltadas à educação ambiental e ao uso racional de recursos, além do envio, desde 2024, de resíduos recicláveis gerados no TIPN para a Associação de Catadores de Porto Nacional. Segundo o texto, a iniciativa está sendo replicada no TIPA, com estímulo à formação de uma associação de catadores em Colinas.
Fonte: VLI Logistica
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