CS Portos conclui ciclo de investimentos e amplia operação nos terminais ATU 12 e ATU 18 em Aratu
abr, 20, 2026 Postado porGabriel MalheirosSemana202616
A CS Portos entrou em uma nova fase de expansão comercial no Porto de Aratu, na Bahia, após concluir um ciclo de investimentos superiores a R$ 900 milhões nos terminais ATU 12 e ATU 18 e colocar os dois ativos em plena operação. O movimento mais recente foi o início da operação de granéis sólidos vegetais no ATU 18, ampliando a capacidade logística do porto para o escoamento de soja, milho e sorgo.
Segundo a companhia, a entrada do terminal no segmento de grãos já começou a gerar reflexos operacionais. Em março, o ATU 18 embarcou um navio com 35 mil toneladas de sorgo e, no início de abril, outro com 57 mil toneladas de soja. As cargas vieram do oeste baiano e marcaram o início da movimentação de granéis sólidos vegetais no complexo portuário de Aratu após 51 anos de atividades.
Com cerca de 60% do volume previsto para 2026 já contratado, a empresa projeta receber navios Panamax ao longo do segundo trimestre. A expectativa da CS Portos é movimentar 6 milhões de toneladas no próximo ano, apoiada no ganho de capacidade, produtividade e escala após a modernização dos dois terminais.
Os investimentos concentraram-se na requalificação da infraestrutura e na ampliação da capacidade operacional dos ativos, reforçando o papel do Porto de Aratu no atendimento às cadeias de fertilizantes, minerais, minérios e grãos.
No ATU 12, as obras triplicaram a capacidade de movimentação, que passou a alcançar até 6 milhões de toneladas por ano, segundo a companhia. A capacidade de estocagem foi ampliada para 570 mil toneladas entre armazéns e pátios, enquanto melhorias operacionais permitiram ao terminal receber navios de até 80 mil toneladas de porte bruto, da classe Panamax. Com a instalação de equipamentos elétricos, o ativo também elevou sua capacidade de movimentação de carga de 3 mil para até 15 mil toneladas por dia.
Já o ATU 18 foi adaptado para ingressar na operação de granel vegetal, com foco principalmente em soja, milho e sorgo. Os recursos foram direcionados à implantação de classificadores, tombadores, moegas rodoviárias, pátio para veículos e quatro silos com capacidade de 30 mil toneladas cada. O terminal passou ainda a contar com um shiploader dedicado à exportação de grãos, com capacidade de até 2 mil toneladas por hora.
Com essa estrutura, o ATU 18 iniciou suas operações com capacidade estática de armazenagem de 120 mil toneladas e produtividade média de até 30 mil toneladas por dia. Para 2026, a previsão é movimentar até 3 milhões de toneladas de grãos no terminal. A partir de 2027, a expectativa é alcançar 3,5 milhões de toneladas por ano, com potencial de expansão para 7,5 milhões de toneladas anuais em etapas futuras.
Considerados em conjunto, os terminais ATU 12 e ATU 18 ampliam a capacidade de operação, armazenamento e movimentação de carga no complexo, com avanço de produtividade de 300 toneladas por hora para 2 mil toneladas por hora, de acordo com a empresa.
Para a CS Portos, a conclusão desse ciclo de aportes abre espaço para uma etapa de captura de valor e ampliação de negócios, ao mesmo tempo em que reforça o papel do Porto de Aratu como corredor logístico para a produção agrícola e mineral da Bahia.
Fonte: CS Portos
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