Irã anuncia reabertura do Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo
abr, 17, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202618
O Irã anunciou nesta sexta-feira (17) a reabertura total do Estreito de Ormuz para embarcações enquanto durar o cessar-fogo com os Estados Unidos. O bloqueio da via marítima era um dos principais impasses nas negociações entre os dois países.
Segundo o governo iraniano, todos os navios podem voltar a circular livremente no período restante da trégua, que expira na quarta-feira (22).
“De acordo com o cessar-fogo no Líbano, a passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã”, declarou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que anunciou a reabertura.
Trump celebra, mas mantém bloqueio naval
O anúncio é o primeiro grande aceno do Irã a um acordo pelo fim da guerra, já que a reabertura do Estreito de Ormuz é uma das principais reivindicações dos Estados Unidos nas negociações.
O presidente Donald Trump agradeceu ao Irã pela reabertura, mas disse que o bloqueio naval que os EUA fazem na saída do estreito— já no Golfo de Omã e no Mar Arábico — seguirá em vigor.
Em um post na rede Truth Social, Trump afirmou que só retirará suas tropas da rota depois que as negociações com o Irã estiverem “100% concluídas”, mas que o estreito “está completamente aberto e pronto para negócios e livre tráfego”.
Pouco depois, o presidente dos EUA afirmou que o Irã se comprometeu a não voltar a fechar mais o estreito.
Relembre o impasse em Ormuz
Desde o início da atual guerra no Oriente Médio, no fim de fevereiro, o Irã fechou a passagem pelo Estreito de Ormuz, a única via de saída pelo mar do Golfo Pérsico, onde ficam grandes produtores de petróleo. Pelo estreito, costumam circular navios transportando cerca de 20% de todo o petróleo e gás consumidos no mundo.
A via marítima fica entre os territórios do Omã e do Irã e sua largura não ultrapassa os 35 quilômetros em alguns trechos, o que facilita o controle por parte dos dois países, e o Irã detém a maior parte do território que margeia o estreito.
Em retaliação aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, o Irã começou a ameaçar atacar qualquer navio que cruzasse o estreito, e de fato disparou contra alguns deles.
Fonte: G1
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