São Vicente quer expandir atividades logísticas na Margem Direita do Porto de Santos, no litoral de São Paulo
abr, 24, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202618
A Prefeitura de São Vicente pretende transformar o município em um “hub logístico retroportuário” na Margem Direita do Porto de Santos. Para isso, prorrogou por um ano, até 16 de dezembro, o prazo para regularização de empresas que atuam sem autorização e reclassificou áreas antes destinadas à preservação e desenvolvimento sustentável para zonas de qualificação industrial, ampliando as possibilidades de expansão.
As medidas constam na Lei Complementar 1.234/2026, publicada no último dia 16. Segundo o secretário municipal de Comércio, Indústria e Negócios Portuários, Fernando Paulino, a lei busca corrigir distorções e dar segurança jurídica aos empreendedores, evitando o encerramento abrupto de atividades e preservando empregos e arrecadação.
A legislação permite que atividades logísticas e industriais já existentes passem a operar legalmente, facilitando a obtenção de licenças. De acordo com o secretário, trata-se de áreas já ocupadas e com características industriais consolidadas, o que possibilita maior controle e aplicação das normas pelo município.
Essas áreas estão localizadas na Área Continental, próximas a eixos rodoviários como a Rodovia Padre Manuel da Nóbrega. Atualmente, 61 estabelecimentos operam de forma irregular nessas regiões, incluindo operadores logísticos, transportadoras, pátios de armazenagem de contêineres e empresas de suporte portuário.
A estratégia da prefeitura tem dois objetivos: manter os investidores atuais e atrair novos negócios. Com a reclassificação, o município sinaliza ao mercado que possui áreas disponíveis e regularizadas para instalação de indústrias e centros de distribuição.
Com a saturação de áreas em cidades vizinhas, São Vicente passa a ganhar competitividade. A mudança abre espaço para investimentos em infraestrutura, galpões de alto padrão e sistemas de inteligência logística, integrando os modais rodoviário e portuário.
A expectativa é de aumento na arrecadação e geração de empregos diretos e indiretos, reduzindo a necessidade de deslocamento da população para outros municípios.
A reclassificação não elimina a exigência de licenciamento ambiental. Permanecem obrigatórias todas as normas legais, incluindo controle de impactos e medidas mitigatórias.
A Autoridade Portuária de Santos (APS) também avalia incluir áreas de São Vicente na poligonal do Porto de Santos. As regiões do Vale Novo e Areias somam 6,2 milhões de m² e são consideradas estratégicas pela proximidade com a Rodovia Padre Manuel da Nóbrega e pela possibilidade de conexão ferroviária.
Embora o Governo Federal tenha ampliado recentemente a poligonal do porto, as áreas de São Vicente seguem em análise pelo Ministério de Portos e Aeroportos. A APS mantém diálogo com a prefeitura para viabilizar a inclusão e o aproveitamento logístico da região.
Imagem gerada por Inteligência Artificial
Fonte: A Tribuna
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