Fruta

Envios de uvas devem ser modestos nesta primeira janela de exportações, avalia CEPEA

maio, 15, 2026 Postado porGabriel Malheiros

Semana202620

As exportações brasileiras de uvas seguem avançando neste início da primeira janela de 2026. Segundo dados da Comex Stat, foram embarcadas 1,25 mil toneladas em abril, alta de 115% em relação a março — salto esperado dada a intensificação dos embarques. No entanto, o resultado é -9% inferior ao mesmo período de 2025, configurando o segundo menor volume embarcado para o mês desde 2020, ficando atrás apenas de 2024, quando a produção foi afetada por adversidades climáticas. Em termos de receita, o período registrou queda de -13% frente ao mesmo intervalo de 2025, com embarques somando US$ 3,33 milhões FOB. Os preços médios pagos pelo quilo da fruta, contudo, seguem em patamar remunerador.

Os principais destinos das uvas brasileiras no período foram os Países Baixos (com 33% do total embarcado), seguidos por Reino Unido (25%), Argentina (14%) e Estados Unidos (13%). O destaque foi a Argentina, que registrou crescimento expressivo em relação a abril de 2025, com 180 mil kg recebidos — o maior volume registrado para o período desde o início da série histórica.

Confira a seguir a comparação da performance brasileira de exportação de uvas no 1º trimestre dos últimos três anos. Essa comparação só foi possível graças aos dados da Datamar, disponibilizados através da plataforma DataLiner.

Exportação de Uvas | 1º tri 2023-2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Segundo exportadores do Vale do São Francisco (PE/BA) consultados pelo Hortifrúti/Cepea, a temporada deve ser de envios modestos, com queda esperada em relação à janela anterior. A menor produtividade registrada neste quadrimestre reflete o impacto das chuvas recorrentes sobre os cachos e do microclima predominante — com temperaturas e umidades elevadas —, que tem favorecido a proliferação de fungos e bactérias tanto nas variedades brancas quanto nas negras e vermelhas sem sementes, comprometendo a qualidade das frutas.

Como consequência, o shelf life tem sido afetado pelo tempo de frete superior a 15 dias, o que dificulta a aceitação da fruta no mercado europeu. Como alternativa, parte dos volumes foi direcionada a países vizinhos, o que justifica o crescimento registrado no mercado argentino.

A expectativa é de manutenção dos envios em patamar moderado, com foco no manejo fitossanitário dos lotes destinados à exportação para mitigar os problemas de qualidade. Avanços expressivos nos volumes não são esperados, uma vez que a recuperação da produção e da qualidade está prevista apenas para meados de junho — quando a demanda dos países importadores tende a diminuir.

Fonte: hfbrasil.org.br

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