Exportações brasileiras de melão caem 47% em maio
jun, 10, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202624
O Brasil exportou 6 mil toneladas de melão em maio de 2026, queda de 47% em relação a abril, segundo dados da Comex Stat. A receita com as exportações somou US$ 4,6 milhões FOB, recuo de 48% na comparação mensal.
O Reino Unido foi o principal destino dos melões brasileiros no período, respondendo por 40,28% do volume exportado. Em seguida apareceram os Países Baixos, com 39,91%, e a Espanha, com 9,41%.
Segundo dados de movimentação de cargas marítimas da Datamar, os principais portos que registraram embarques de melões nos quatro primeiros meses de 2016 estão localizados no Ceará e Rio Grande do Norte. Confira a seguir a participação dos portos brasileiros na exportação da fruta:
Principais Portos Exportadores de Melão | Jan-Abr 2026 | WTMT
Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)
A redução dos embarques está relacionada ao período de entressafra no Rio Grande do Norte e no Ceará, principais estados produtores da fruta no Brasil. Agentes do mercado também destacaram o andamento da safra espanhola, que elevou a oferta de melões na Europa. Segundo colaboradores do Hortifrúti/Cepea, a maior disponibilidade da fruta produzida na Espanha reduziu a demanda pelo produto brasileiro, favorecida ainda pela menor distância de transporte até os mercados europeus.
Produtores também relataram a ocorrência da bactéria Acidovorax durante a entressafra. O patógeno causa a mancha-aquosa bacteriana dos frutos, caracterizada por lesões marrons na superfície, comprometendo a qualidade exigida pelos mercados de exportação. A pressão da doença aumentou após as fortes chuvas registradas a partir de meados de março.
Com a redução das precipitações desde meados de maio, os produtores esperam melhores condições de campo e maior eficiência no controle da doença.
Na comparação com maio de 2025, o volume exportado caiu 36%, enquanto a receita recuou 35%.
A expectativa é de que o crescimento das exportações permaneça limitado até julho. No entanto, o plantio da safra 2026/27 já está em andamento no Rio Grande do Norte e no Ceará, com previsão de aumento gradual da produção e da disponibilidade para exportação. Volumes mais expressivos de embarques são esperados entre o fim de julho e o início de agosto.
O setor também acompanha os impactos da alta dos custos de frete e de produção, especialmente de defensivos agrícolas e mantas de cobertura utilizadas no cultivo. Segundo fontes da indústria, o aumento dos custos de insumos e logística pode afetar tanto os volumes exportados quanto a área plantada na próxima temporada.
Fonte: HF Brasil
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