Porto de Los Angeles registra segundo maior volume da história em meio à disparada dos custos de combustível
jun, 17, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202626
As importações no Porto de Los Angeles, o mais movimentado dos Estados Unidos para contêineres, atingiram em maio o segundo maior nível da história, à medida que varejistas aceleraram a compra de produtos, como materiais escolares de plástico, antes que os armadores repassem os custos mais elevados de combustível provocados pela guerra com o Irã a partir de 1º de julho.
O conflito no Oriente Médio interrompeu rotas marítimas na região e reduziu a disponibilidade de petróleo bruto e de seus derivados, utilizados na fabricação de plásticos e outros produtos. Os custos do combustível marítimo dispararam, e varejistas e fabricantes também demonstram preocupação com a possibilidade de escassez ou encarecimento de matérias-primas e produtos industrializados essenciais.
As empresas estão avaliando os custos de energia, tarifas comerciais, níveis de estoque e riscos geopolíticos ao tomar decisões sobre abastecimento e transporte, afirmou o diretor executivo do Porto de Los Angeles, Gene Seroka, nesta terça-feira (16).
“Quando encontram uma janela de estabilidade, muitas empresas agem rapidamente para aproveitá-la, acelerando a movimentação de cargas na cadeia de suprimentos enquanto as condições permitem”, disse Seroka.
O Porto de Los Angeles movimentou um total de 840.165 TEUs ) em maio. Desse total, 449.370 TEUs corresponderam às importações, um aumento de 26% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando tarifas de importação dos Estados Unidos posteriormente derrubadas haviam levado os embarcadores a frearem os envios.
Um TEU é a unidade padrão de medida para cargas marítimas. Um contêiner típico possui 40 pés.
Segundo Seroka, os volumes de junho e julho indicam desempenho ainda mais forte do que o registrado em maio. Ele acrescentou que as cadeias de suprimentos levarão meses para se normalizar após o fim das hostilidades envolvendo o Irã e a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.
Alta dos preços do combustível
O preço do bunker marítimo em 20 portos globais praticamente dobrou em março, alcançando US$ 1.053 por tonelada em comparação com os níveis anteriores aos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. Posteriormente, os preços recuaram diante da possibilidade de um acordo de cessar-fogo.
Mesmo assim, a partir de 1º de julho, os operadores de navios começarão a repassar os custos mais elevados do combustível nos contratos que abrangem a maior parte das cargas transportadas.
Somando-se às pressões, as tarifas globais de 10% da Seção 122 podem expirar no final de julho, enquanto o governo Trump propôs novas tarifas de até 12,5% sobre importações provenientes de 60 países, relacionadas a alegações de trabalho forçado.
Fonte: Reuters
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