Brasil prepara primeiras exportações de uvas para a Coreia do Sul
jun, 25, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202626
O Brasil está se preparando para iniciar as exportações de uvas para a Coreia do Sul ainda este ano, à medida que o setor de frutas intensifica seu foco nos mercados asiáticos.
Segundo Eduardo Brandão, diretor-executivo da Abrafrutas, o acordo fitossanitário com a Coreia do Sul já foi concluído. Restam apenas a definição das tarifas e outros procedimentos administrativos para que os embarques possam começar.
Durante a Hortitec, realizada em Holambra (SP), Brandão afirmou que a Ásia deverá se tornar um destino cada vez mais importante para as exportações brasileiras de frutas.
“Estamos trabalhando com estimativas de que a Ásia responderá por mais de 40% do consumo mundial de frutas até 2030”, disse.
Além das uvas, a Abrafrutas identifica oportunidades de exportação para produtos como abacate, manga, melão e melancia. Segundo Brandão, as exportações brasileiras de frutas poderão atingir cerca de US$ 2 bilhões até 2028.
Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 70% das exportações brasileiras de frutas, seguida pelo Reino Unido, com 15%, e pelos Estados Unidos, com 10%.
“Exportamos apenas 3% do que produzimos. O potencial de crescimento é gigantesco”, afirmou.
De acordo com a Abrafrutas, a receita com exportações alcançou aproximadamente US$ 1,5 bilhão no ano passado, um crescimento de quase 12%.
Brandão também destacou a importância da parceria entre a Abrafrutas e a ApexBrasil na promoção das exportações brasileiras de frutas.
Em relação ao comércio internacional, ele ressaltou que os embarques no âmbito do acordo Mercosul-União Europeia já começaram, com as uvas entrando no mercado europeu com tarifa zero. Ao mesmo tempo, citou como preocupação para os exportadores a possibilidade de um novo aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos.
A logística continua sendo um dos principais desafios para o setor exportador de frutas devido à natureza perecível dos produtos e às longas distâncias até os mercados internacionais.
“O mamão, por exemplo, só pode ser exportado por via aérea, o que torna o processo muito mais caro”, explicou Brandão.
Ele acrescentou que os exportadores ainda enfrentam dificuldades relacionadas ao custo do frete, à disponibilidade de navios e à dependência de rotas marítimas compartilhadas. Segundo Brandão, ainda é difícil garantir contêineres ou embarcações dedicadas porque os volumes exportados não são suficientemente elevados.
O executivo também destacou que países como Chile e Peru possuem vantagens logísticas por contarem com rotas comerciais pelo Oceano Pacífico em direção à Ásia e por conseguirem embarcar volumes maiores.
Fonte: Fresh Plaza
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