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Na parcial do ano, exportações de frutas frescas ao exterior são recorde

jul, 08, 2026 Postado porGabriel Malheiros

Semana202628

As exportações brasileiras de frutas frescas ao longo do 1º semestre foram recordes tanto em receita (FOB) como em volume. Segundo dados do Comex Stat, de janeiro a junho os embarques internacionais movimentaram quase US$ 700 milhões (FOB), com mais de 600 mil toneladas de frutas frescas sendo destinadas ao mercado externo – a melhor marca dos seis primeiros meses do ano em toda a série histórica do Comex Stat, iniciada em 1997.

Dados de movimentação de cargas obtidas pelos especialistas em inteligência de negócios da Datamar mostram 31.949 TEUs de frutas no acumulado de janeiro a maio. Esse valor representa uma alta de 20% em relação ao mesmo ano do período do ano anterior. Descubra abaixo quais foram as principais mercadorias da categoria enviadas ao exterior nesse período em termos de sua participação de mercado:

Frutas Exportadas | Jan-Mai 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Parte deste cenário se deu frente ao forte avanço dos embarques de manga da região do Vale do São Francisco (BA/PE), que cresceu quase 40% frente ao ano passado, chegando a mais de 120 mil toneladas destinadas ao exterior. Além disso, os envios de melancias, sobretudo oriundas da Chapada do Apodi (RN/CE), também apresentaram bom desempenho, crescendo cerca de 6% no mesmo comparativo (78 mil toneladas).

A demanda europeia por limões e limas, em especial ao longo dos últimos meses, garantiu a estabilidade dos envios internacionais, que passaram das 100 mil toneladas para a fruta. O maior consumo no continente também foi responsável pelo incremento de embarques de mamão, também recorde em toda a série histórica das exportações brasileiras, chegando a quase 30 mil toneladas na primeira metade do ano.

No caso da maçã, por mais que as participações dos envios da fruta representem pouco mais de 5% da receita gerada pelas exportações de frutas, a forte recuperação de produção na temporada 2025/26 na região Sul do País garantiu com que 200% a mais da fruta fosse destinada ao exterior, sobretudo para a Índia e para a Arábia Saudita. Com isso, o 1º semestre do ano se encerra com superávit de pouco mais de US$ 170 milhões (FOB), o maior valor para o período desde 2021.

Para o 2º semestre, por mais que as perspectivas sejam positivas para as exportações brasileiras já que a janela de embarques de boa parte delas ocorre na segunda parte do ano, as condições climáticas e a garantia de frutas com padrões satisfatórios de qualidade serão essenciais para o bom desempenho da nossa balança.

Neste sentido, vale destacar que o fator qualidade foi um dos principais motivos que geraram a queda de quase 30% nos embarques de bananas ao exterior e a leve retração de 2% nos envios de melão à Europa, em especial durante o período de entressafra da cultura (período que vai de abril a julho).

Outro fator que poderá dinamizar os resultados para o 2º semestre está relacionado às políticas internacionais e à maior ou menor competição de demais países exportadores. Para a uva, a continuidade das tarifas de 33% para a entrada da fruta no mercado dos EUA resultou em participação de apenas 6% dos envios brasileiros ao país, que retraíram em 30% do total embarcado.

Para os melões e melancias, com a retomada produtividade de países da América Central e bons resultados da produção europeia a oferta internacional de ambas as frutas poderá ser maior neste ano, dificultando uma maior participação brasileira e cotações atrativas. De qualquer forma, as perspectivas para a segunda metade do ano seguem otimistas, devendo nossas exportações baterem novamente a marca de US$ 1 bilhão até o final do ano.

Fonte: Hfbrasil.org.br 

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