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Celulose ganha destaque nas exportações do Nordeste para a União Europeia

jul, 23, 2026 Postado porSylvia Schandert

Semana202630

As exportações do Nordeste para a União Europeia cresceram 16,3% em maio e junho de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior, consolidando a relevância da região no comércio internacional em um momento marcado pelo início da vigência do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Dados do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que, embora o levantamento contemple apenas o bimestre, os resultados reforçam tendências observadas ao longo de 2025, com destaque para a força das commodities industriais e agrícolas nas exportações nordestinas.

Ao todos, os portos brasileiros registraram a exportação de 79.536 TEUs de celulose de madeira nos cinco primeiros meses de 2026. O gráfico abaixo compara os volumes mensais disponíveis para visualização na plataforma DataLiner:

Exportação de Celulose | Jan 2023 – Mai 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

No setor de celulose, o Maranhão manteve sua posição de destaque. Entre maio e junho, as exportações do produto somaram US$ 104,5 milhões, desempenho muito superior ao da soja, que registrou US$ 15,4 milhões no mesmo período. O resultado evidencia a importância da celulose para a economia estadual e reforça a concentração da pauta exportadora maranhense, que já havia destinado 66,1% de suas vendas à União Europeia à pasta química de madeira ao longo de 2025.

Além da celulose, o estado também exportou alumínio, gorduras vegetais e resíduos agrícolas, embora em volumes significativamente inferiores.

Na Bahia, a celulose também figurou entre os principais produtos embarcados para o mercado europeu, integrando uma pauta exportadora mais diversificada. No período analisado, os farelos de soja lideraram as vendas externas, com US$ 90,5 milhões, seguidos pelos minérios de cobre, com US$ 83,8 milhões. Soja, celulose e café também registraram exportações superiores a US$ 30 milhões, refletindo uma estratégia menos dependente de um único produto.

Os dados indicam que o Nordeste inicia uma nova fase da integração comercial entre Mercosul e União Europeia apoiado em diferentes perfis produtivos. Enquanto estados como o Maranhão seguem impulsionados pela competitividade da celulose, outros, como a Bahia, ampliam sua presença internacional por meio de uma pauta mais diversificada.

Fonte: Portal Celulose

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