Frutas

Uva/Cepea: “Hermanos” impulsionam as exportações brasileiras em julho

ago, 13, 2026 Postado porSylvia Schandert

Semana202633

As exportações brasileiras de uvas apresentaram bom desempenho em julho. Segundo dados do Comex Stat, foram embarcadas 1,37 mil toneladas no mês, volume quase 30% inferior ao de junho de 2026. A queda é considerada normal nessa comparação, devido à desaceleração dos embarques da primeira janela de exportação. A receita somou US$ 4,10 milhões FOB, recuo de 24% na mesma base de comparação.

Apesar da redução mensal, o volume exportado ficou 13% acima do registrado em julho de 2025, enquanto a receita cresceu 73%. Foi o melhor resultado para o mês de julho de toda a série histórica do Comex Stat, iniciada em 1997.

No acumulado do primeiro semestre do ano, as exportações de uvas por via marítima alcançaram a marca de 630 TEUs, 41,8% menos do que no período anterior. Vale notar, no entanto, de que a principal janela de exportação das uvas se encontra no segundo semestre.

Confira a seguir o quadro geral das exportações brasileiras de uva:

Exportação de Uva | Jan 2023 – Jun 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

O desempenho foi impulsionado pela Argentina, responsável por 77% do volume exportado e por 81% da receita obtida em julho de 2026. Outro destaque foi o preço por quilo, de aproximadamente US$ 3,15 no destino, valor 6% superior à média geral.

O aumento da demanda argentina nesse período é recorrente. O país costuma se destacar como principal destino das uvas brasileiras em julho, após o encerramento de sua safra, geralmente em meados de abril. Neste ano, porém, a produção argentina de uvas caiu 8%, em razão de problemas como geadas tardias e escassez de água para irrigação.

No mercado interno brasileiro, a oferta permaneceu controlada durante o período. Somado à maior demanda externa, esse cenário favoreceu tanto a alta dos preços de exportação quanto a sustentação das cotações domésticas das uvas brancas, principal variedade exportada.

Quanto às perspectivas para a segunda janela de exportação, exportadores consultados pela Hortifrúti/Cepea afirmam que, a partir de meados de agosto, o volume colhido deverá ser preparado gradualmente para os embarques, que devem se intensificar em setembro, com o avanço das vendas para o mercado europeu.

A expectativa é de embarques expressivos para a Europa nesse período. Entre os fatores favoráveis estão a isenção prevista para as uvas brasileiras no acordo entre Mercosul e União Europeia e a antecipação da colheita das principais lavouras europeias. O verão extremamente quente provocou perdas e acelerou o ritmo da colheita no continente, cenário que deve favorecer o início dos embarques brasileiros.

Fonte: HF Brasil

Sharing is caring!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


O período de verificação do reCAPTCHA expirou. Por favor, recarregue a página.