Economia

Exportações da Argentina para o Brasil crescem 4,7% em julho, na quinta alta consecutiv

ago, 13, 2026 Postado porSylvia Schandert

Semana202633

As exportações argentinas para o Brasil cresceram pelo quinto mês consecutivo em julho de 2026, alcançando US$ 1,15 bilhão. As vendas de polímeros, veículos e produtos lácteos ajudaram a sustentar o comércio com o principal parceiro do país no Mercosul.

Segundo relatório de comércio bilateral da Câmara Argentina de Comércio e Serviços (CAC), as vendas argentinas ao Brasil aumentaram 4,7% em relação a julho de 2025.

O avanço foi impulsionado principalmente pelas exportações de polímeros de etileno em formas primárias, automóveis de passageiros, veículos para transporte de cargas e usos especiais, além de leite, creme de leite e outros produtos lácteos.

As importações provenientes do Brasil seguiram na direção oposta. A Argentina comprou US$ 1,42 bilhão em produtos brasileiros em julho, queda de 13,9% em comparação com o mesmo mês do ano passado.

A retração esteve associada principalmente à redução nas compras de veículos rodoviários, autopeças e acessórios, além de veículos destinados ao transporte de cargas e passageiros.

Como resultado, a corrente de comércio entre Argentina e Brasil totalizou US$ 2,57 bilhões em julho, recuo de 6,4% em relação a julho de 2025 e de 1,6% na comparação com junho de 2026.

A Argentina registrou déficit comercial de US$ 262 milhões com o Brasil em julho. Entre janeiro e julho, o déficit bilateral somou US$ 1,26 bilhão, valor significativamente inferior aos US$ 3,49 bilhões registrados no mesmo período de 2025, segundo a CAC.

No ramo de cargas conteinerizadas, a Argentina viu suas exportações ao Brasil crescerem 37,8% em relação ao mesmo período do ano anterior (jan-jun). As importação vindas do vizinho falante de português diminuíram 17%. Compare os volumes registrados mensalmente a seguir:

Exportação x Importação com Brasil | DataLiner Argentina | Jan 2023 – Jun 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Argentina é o terceiro maior destino das exportações brasileiras

No ranking de fornecedores do Brasil, a Argentina ocupou a quarta posição em julho, atrás de China, Hong Kong e Macau, com US$ 6,42 bilhões; Estados Unidos, com US$ 4,28 bilhões; e Alemanha, com US$ 1,41 bilhão.

Como destino das exportações brasileiras, a Argentina ficou em terceiro lugar, atrás de China, Hong Kong e Macau, com US$ 10,67 bilhões, e dos Estados Unidos, com US$ 3,64 bilhões.

Os números confirmam a importância da Argentina para os exportadores brasileiros, especialmente nos segmentos de bens industriais e nas cadeias automotivas, mesmo com a queda das compras argentinas de produtos brasileiros em julho.

No cenário global, as exportações brasileiras cresceram 6,2% em julho, passando de US$ 32,13 bilhões para US$ 34,12 bilhões. As importações avançaram 7,7%, de US$ 25,11 bilhões para US$ 27,05 bilhões.

Com isso, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 7,07 bilhões no mês, marcando o 17º resultado mensal positivo consecutivo.

Para exportadores, fabricantes e operadores logísticos, os dados de julho mostram um fluxo comercial mais equilibrado entre os dois parceiros do Mercosul. As exportações argentinas para o Brasil continuaram crescendo, enquanto a redução das importações de produtos brasileiros diminuiu o déficit bilateral da Argentina.

A tendência é especialmente relevante para as cadeias automotiva, de plásticos, de laticínios e de produtos industriais, que dependem de fluxos transfronteiriços estáveis, procedimentos aduaneiros previsíveis e operações rodoviárias e portuárias eficientes entre os dois países.

Fonte: CAC – Argentina

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