Frutas

Exportações brasileiras de banana recuam em julho devido à perda de competitividade

ago, 25, 2026 Postado porSylvia Schandert

Semana202635

As exportações brasileiras de banana perderam força em julho frente a junho, devido à menor demanda internacional. Dados do Comex Stat apontam que a diminuição dos embarques nacionais gerou redução de 27% no volume embarcado em julho, alcançado 3,2 mil toneladas, assim como a receita, que também se retraiu, registrando R$ 1,5 milhão (FOB) recuo de 15% frente ao mês anterior.

Segundo os dados obtidos pela Datamar, o Brasil exportou 709 TEUs de bananas ao exterior no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 21,1% ano-a-ano. Confira a seguir a relação dos volumes exportados em contêineres:

Exportação de Banana | 1º sem | 2023 – 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Grande parte da banana destinada aos países do sul da América é produzida nos municípios produtores do norte de Santa Catarina, que, atualmente, enfrentam dificuldades de comercialização da fruta, devido à qualidade comprometida, associada às baixas temperaturas típicas deste período do ano, além de um menor volume de frutas disponíveis por conta da época de menor produção. As condições climáticas do inverno reduzem a competitividade da nanica do norte catarinense frente ao produto equatoriano, tanto pela aparência menos atrativa aos importadores quanto pelos preços mais elevados, reflexo da oferta restrita na região.

Apesar da demanda reduzida no mercado argentino – um dos principais destinos da banana brasileira – os embarques para o país poderiam ter sido ainda mais prejudicados caso não houvesse restrições na logística de escoamento da produção.

A Cordilheira dos Andes – principal trecho logístico para entrega da fruta – permaneceu fechada por aproximadamente 30 dias ao longo de julho e agosto, em razão do acúmulo de neve na rota entre Mendoza, na Argentina, e Santiago, no Chile, atrapalhando tanto a entrada da fruta brasileira quanto a do Equador. Com a retomada gradual do fluxo de veículos em meados de agosto, a entrada de banana equatoriana na Argentina tende a aumentar, elevando a concorrência, podendo pressionar os preços da fruta brasileira, bem como limitar seus envios nos próximos meses, já que também a produção em Santa Catarina deve permanecer reduzida.

Fonte: hfbrasil.org.br e Comex Stat

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