Exportações brasileiras de carne suína crescem 7,9% em agosto com forte aumento das compras da China
set, 17, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202638
As exportações brasileiras de carne suína permaneceram acima dos níveis do ano passado em agosto, sustentadas pela demanda firme da Ásia e pelo forte aumento mensal dos embarques para a China.
O país exportou 129,6 mil toneladas de carne suína in natura e processada no mês, alta de 7,9% em relação a agosto de 2025, segundo o boletim mais recente do mercado de suínos do Cepea, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Os embarques ficaram ligeiramente abaixo das 129,9 mil toneladas registradas em julho, com recuo de 0,9%.
A queda mensal não foi incomum. O Cepea observou que as exportações diminuíram entre julho e agosto em seis dos últimos oito anos, indicando que o leve recuo foi compatível com o padrão sazonal do setor, em vez de sinalizar uma perda mais ampla de dinamismo.
Dados recentes da Datamar mostram um cenário compatível. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o Brasil registrou 50.155 TEUs enviados ao exterior em operações marítimas. Confira mais detalhes dos embarques abaixo:
Exportação de Carne Suína | Jan 2023 – Jul 2026 | TEUs
Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)
De janeiro a agosto, o Brasil embarcou 958,8 mil toneladas de carne suína, aumento de 9% em relação ao mesmo período do ano passado.
A receita das exportações somou US$ 287 milhões em agosto, queda de 2,8% em relação a julho e de 1,8% na comparação anual. Apesar do resultado mensal mais fraco, a receita acumulada alcançou US$ 2,4 bilhões nos primeiros oito meses de 2026, crescimento de 4,9% sobre igual período do ano anterior.
A diferença entre o desempenho do volume e o da receita indica que o Brasil está vendendo mais carne suína ao exterior neste ano, embora o faturamento das exportações tenha crescido em ritmo mais lento.
Filipinas seguem como principal destino
As Filipinas mantiveram a posição de principal destino da carne suína brasileira pelo 19º mês consecutivo, importando 23,3 mil toneladas em agosto. As compras aumentaram 14% em relação a julho.
O Japão ficou em segundo lugar, com 16,4 mil toneladas, queda de 11% na comparação mensal.
A China apareceu na sequência, com 15,1 mil toneladas, mas se destacou pelo crescimento mensal: os embarques brasileiros de carne suína para o mercado chinês saltaram 67% em relação a julho.
O aumento das compras chinesas reforça o comércio brasileiro de carne suína com a Ásia, enquanto a liderança contínua das Filipinas evidencia como o setor vem diversificando seus destinos para além dos mercados que historicamente dominaram as exportações brasileiras de proteína animal.
Para exportadores e operadores de logística refrigerada, a manutenção de volumes próximos de 130 mil toneladas mensais mantém a pressão sobre a capacidade de armazenagem frigorificada, a disponibilidade de contêineres refrigerados e as conexões marítimas que atendem aos destinos asiáticos.
A composição dos destinos também influencia o planejamento dos fretes. Filipinas, Japão e China são mercados de longa distância, o que significa que mudanças nos volumes adquiridos podem alterar a demanda por contêineres refrigerados, a necessidade de saídas de navios e os cronogramas de exportação nos principais portos brasileiros de embarque de carnes.
Volumes exportados seguem firmes apesar da fraqueza do mercado doméstico
A força dos embarques externos contrasta com o enfraquecimento do mercado doméstico de carne suína descrito em outras seções do boletim de agosto do Cepea. A oferta brasileira permaneceu elevada no mês, enquanto a demanda interna foi insuficiente para absorver os volumes disponíveis, pressionando os preços do suíno vivo e da carne no atacado.
Esse cenário aumenta a importância das vendas externas como canal de escoamento da produção nacional.
Os dados de exportação do Cepea mostram que, apesar da modesta queda mensal em agosto, o Brasil continua embarcando mais carne suína ao exterior do que em 2025. Com alta acumulada de 9% no volume e compradores asiáticos absorvendo uma parcela expressiva dos embarques, as exportações brasileiras de carne suína seguem como um importante motor dos fluxos de cargas refrigeradas e do comércio de proteína animal do país.
Fonte: Relatório de Suínos do Cepea
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