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China amplia acesso de miúdos suínos brasileiros ao seu mercado

set, 29, 2026 Postado porSylvia Schandert

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O ministro da Agricultura, André de Paula, e o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, assinaram no sábado (26) um protocolo sanitário que autoriza a ampliação das exportações brasileiras de miúdos suínos para o país asiático. O setor privado estima que a medida gerará mais de US$ 100 milhões em exportações adicionais por ano.

O acordo abrange produtos como fígado, coração e esôfago suínos. O Brasil já vende à China determinados miúdos externos, como orelhas, rabos e focinhos.

O protocolo preliminar para a comercialização de miúdos internos já havia sido assinado durante uma missão do Ministério da Agricultura à China, em maio.

Estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam que mais de 100 mil toneladas de miúdos suínos brasileiros poderão ser exportadas anualmente ao mercado chinês após a assinatura do novo protocolo. “A expectativa é de que o direcionamento desses produtos a um mercado de maior valor possa representar um incremento de mais de US$ 100 milhões na receita do setor”, informou a associação em nota.

Os principais estados beneficiados devem ser Santa Catarina, que poderá exportar 65,9 mil toneladas adicionais, e Rio Grande do Sul, com potencial para embarcar mais 40 mil toneladas, estimou a ABPA.

Até recentemente, frigoríficos de Santa Catarina já exportavam miúdos externos para a China. O estado detém há mais tempo o reconhecimento de área livre de febre aftosa sem vacinação. Desde junho de 2026, frigoríficos do Rio Grande do Sul e do Paraná também estão autorizados a acessar esse mercado na China.

Com a assinatura do novo protocolo com a China, 19 estabelecimentos, incluindo entrepostos, poderão embarcar o produto: nove em Santa Catarina, oito no Rio Grande do Sul, um em Mato Grosso e um em Goiás.

“Estamos falando de produtos que já têm valor e encontram destino em outros mercados, mas que contam com uma demanda particularmente forte na China. O ganho está justamente na valorização do destino desses produtos”, afirmou Ricardo Santin, presidente da ABPA, em nota.

O ministro da Agricultura destacou que a assinatura representa um marco significativo na relação entre os dois países. “Este é um capítulo importante para a suinocultura brasileira, com acesso a um mercado de mais de US$ 2,5 bilhões por ano, agregando valor à nossa produção e gerando mais renda e empregos no campo e na indústria”, declarou De Paula em comunicado.

“Esta assinatura abre novas oportunidades para as exportações brasileiras ao mercado chinês. É mais um resultado concreto dos nossos esforços conjuntos e uma demonstração clara do dinamismo e da vitalidade da cooperação agrícola entre nossos dois países”, afirmou Qingqiao em nota.

A abertura do mercado chinês de miúdos suínos ao Brasil ocorre após a conclusão de uma auditoria chinesa em frigoríficos brasileiros, iniciada no dia 20. Nesse período, os inspetores chineses visitaram unidades de produção, propriedades rurais, abatedouros e laboratórios oficiais em seis estados, com foco nas cadeias de carne bovina, suína e de aves. Não foram anunciadas habilitações de novas unidades de produção nem a suspensão dos embargos a estabelecimentos de carne bovina e de aves.

Segundo o Ministério da Agricultura, a ampliação do protocolo cria novas oportunidades comerciais para os estabelecimentos habilitados.

Fonte: Valor International

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