Porto Sudeste é oportunidade para sermos mais competitivos em mineração, diz CEO da Gerdau
set, 30, 2026 Postado porGabriel MalheirosSemana202640
O diretor-presidente da Gerdau, Gustavo Werneck, afirmou que a companhia vê o Porto Sudeste como uma oportunidade para tornar-se mais competitiva na mineração de ferro. Como mostrou o Valor, a companhia está estruturando uma oferta com parceiros como a Vale pelo ativo, que fica no Estado do Rio de Janeiro.
“A gente segue trabalhando numa oferta junto com parceiros, como a própria Vale. Mas eu diria que ainda está um pouco distante do vendedor de tomar uma decisão final”, afirmou a jornalistas após participar de painel no Congresso Aço Brasil 2026, que está em andamento em São Paulo.
Questionado sobre uma definição ainda este ano, o executivo disse ser difícil dizer. “Quando você não está calçando os sapatos do vendedor e não entende muito bem quais são as prioridades dele é muito difícil”, explicou.
O executivo afirmou que a iniciativa faz parte de uma tentativa de ter um “habilitador logístico” para a expansão da companhia na frente de mineração de ferro embora, neste momento, não seja possível dizer que é uma condição sem a qual a decisão de ampliação não será tomada.
“Podemos chegar lá na frente e falar que, sem uma logística competitiva, alocar capital nisso seria um risco muito grande. Nós estamos ainda em uma fase de estudo”, completou sobre a expansão. Ele afirmou ainda que esta decisão deve ocorrer em 12 meses.
Werneck afirmou que, neste momento, tal ampliação é mais um desejo da companhia, que está em fase de estudos. “A gente tem bons direitos minerários em locais tradicionais, bons produtores de minério com teor de ferro significativo, com baixo contaminante. Então, o primeiro passo a gente já tem. Mas a questão da logística, é, não vou dizer ‘sine qua non’, mas é muito relevante”, completou.
Próximo governo
Werneck afirmou que a primeira pauta do próximo governo, independentemente de quem vencer o pleito, deveria ser a manutenção das medidas adotadas para defesa comercial da indústria do aço, além de questões macro como a reforma tributária.
“As NCMs precisam ser renovadas. Quando se vencer o período de renovação, isso precisa ser feito”, afirmou em referência à Nomenclatura Comum do Mercosul, que são os códigos que padronizam a identificação e a classificação fiscal de mercadorias no Brasil e nos demais países do Mercosul. As declarações foram feitas a jornalistas no Congresso Aço Brasil 2026, que está em andamento em São Paulo.
O executivo defendeu ainda a manutenção de compromissos já firmados, por exemplo, em relação à reforma tributária. “Não pode haver recuo na reforma tributária, naquilo que combinou”, disse citando discussões a respeito de rever reformas anteriores que, segundo ele, ajudaram a indústria como a reforma da Previdência e trabalhista. “Isso foi um ganho de curtíssimo prazo, excepcional para nós, mas passados alguns anos, o que vemos é um recuo de tudo aquilo que foi conquistado”, completou.
Em relação a um eventual programa para a indústria de siderurgia do país, que foi sugerido pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, na abertura do Congresso, Werneck afirmou que foi uma ideia trazida pela primeira vez pelo governante ao setor com a ideia de incentivar este segmento assim como foi feito em outros setores, como o químico por meio do Programa Especial de Recuperação da Indústria Química (Presiq).
O executivo afirmou que a indústria está aberta a discutir o tema, mas defendeu que as dificuldades de competitividade do setor já são conhecidas, citando índices que considera ainda altos de importação de aço, custos elevados de gás natural e eletricidade, entre outras questões.
Fonte: Valor Econômico
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