Economia

Acordo comercial Mercosul-UE impulsiona exportações brasileiras em 30,7%

out, 15, 2026 Postado porSylvia Schandert

Semana202642

O ministro interino do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou na terça-feira (13) que o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia já levou a um aumento de 30,7% nas exportações brasileiras para o bloco europeu desde maio, quando entrou em vigor. A comparação considera o período de maio a setembro deste ano em relação ao mesmo intervalo do ano passado. De janeiro a setembro, as exportações somaram US$ 44,17 bilhões, alta de 20% em relação ao mesmo período de 2025.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, por sua vez, destacou que o comércio bilateral entre o Mercosul e os países da União Europeia cresceu mais de US$ 6 bilhões desde a aprovação e a entrada em vigor do acordo.

Os números foram divulgados em um evento promovido pelo Ministério da Agricultura para anunciar a abertura de 700 novos mercados para produtos agropecuários brasileiros desde o início de 2023.

Rosa também destacou que o Brasil está registrando volumes recordes de comércio com praticamente todos os destinos neste ano, com crescimento que vai além do agronegócio. Segundo ele, o comércio exterior brasileiro como um todo cresceu, em média, 10,5%.

O ministro afirmou que os resultados foram alcançados apesar de um cenário internacional desafiador, marcado por tensões geopolíticas e pelo aumento de barreiras tarifárias e não tarifárias.

Ao abordar as relações com os Estados Unidos, classificou o momento atual como “delicado”, mas afirmou que o governo continuará buscando o diálogo e as negociações.

Rosa também disse que a abertura de 700 novos mercados desde 2023 reflete a força do setor privado, a capacidade de investimento e de expansão das empresas brasileiras — especialmente no agronegócio — e uma política de Estado voltada ao desenvolvimento econômico, apoiada pela atuação coordenada dos ministérios.

Rosa afirmou ainda que, antes do atual governo Lula, o Brasil havia adotado uma política externa de “segregação” e “isolamento”, baseada, em sua avaliação, na crença equivocada de que o isolamento fortaleceria o país. O ministro argumentou que a indústria brasileira “pagou um preço alto” por essa política.

Fonte: Valor Internacional

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