Brasil pode se tornar o maior exportador mundial de alimentos até 2027, diz Alckmin
out, 15, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202642
O Brasil abriu 700 mercados para seus produtos agropecuários desde o início de 2023, em mais de 100 países, anunciou o Ministério da Agricultura na terça-feira. O número, referente ao mandato do atual governo, foi divulgado em um evento com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin, a menos de duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais. Alckmin afirmou que o Brasil poderá se tornar o maior exportador mundial de alimentos, superando os Estados Unidos, ainda até o fim deste ano.
O Brasil está próximo de ultrapassar os Estados Unidos como maior exportador mundial de produtos agropecuários. Em 2025, os norte-americanos exportaram US$ 171 bilhões em produtos agrícolas, ante US$ 169 bilhões do Brasil. Para 2026, o governo dos Estados Unidos projetou exportações de US$ 177,5 bilhões, enquanto o Brasil poderá alcançar US$ 180 bilhões se mantiver o ritmo de crescimento registrado até agora. O mercado mais recente é o dos Emirados Árabes Unidos, que passarão a comprar pescado brasileiro de captura e de cultivo, informou o ministro da Agricultura, André de Paula, a jornalistas durante o evento.
Segundo Rafael Requião, secretário interino de Comércio e Relações Internacionais do ministério, os negócios gerados pelos novos mercados já renderam mais de US$ 4 bilhões aos exportadores brasileiros. Ele espera que esse valor aumente nos próximos anos, à medida que o acesso aos mercados se traduza em comércio efetivo.
“Cada nova abertura de mercado significa que a autoridade sanitária autorizou a entrada de um produto brasileiro, demonstrando confiança na solidez do nosso sistema de defesa agropecuária”, afirmou Requião.
Ele destacou que as aberturas de mercados ganham importância “em meio à incerteza geopolítica, às tarifas elevadas e à incerteza no comércio global”. Requião também afirmou que foram abertos mercados para produtos menos convencionais, como açaí e erva-mate. “Uma em cada cinco aberturas de mercado contempla produtos não tradicionais.”
Os países onde o Brasil mantém adidos agrícolas respondem por dois terços das aberturas no período. Atualmente, o país conta com 40 desses profissionais. “Esse marco reflete uma mudança na estratégia do atual governo: buscar ativamente novos mercados, em vez de esperar que as demandas cheguem até nós”, disse.
Também durante o evento, Floriano Pesaro, diretor de gestão corporativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), afirmou que o potencial de exportação do Brasil era de US$ 80 bilhões nos próximos quatro anos.
Em seu discurso, o ministro da Agricultura comparou o número de mercados abertos no atual governo com os 241 abertos durante a Presidência de Jair Bolsonaro. “É quase três vezes mais… Vamos superar em muito a meta que estabelecemos”, afirmou. Ele também disse que o Brasil ultrapassará os Estados Unidos e se tornará o maior exportador mundial de alimentos ainda em 2026. De janeiro a setembro, as exportações do agronegócio brasileiro superaram US$ 133,5 bilhões.
Como parte do discurso otimista do governo sobre a economia, o ministro também comparou o crescimento do agronegócio sob a Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva com o registrado no governo de Jair Bolsonaro. Segundo ele, o PIB do setor cresceu 26% entre 2023 e 2025 e poderá atingir 29% com a inclusão dos resultados deste ano. Na gestão anterior, de 2019 a 2022, o setor cresceu 3,5%, afirmou.
Também no evento, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse que o marco de 700 novos mercados demonstrava a capacidade do Brasil de dialogar com o mundo.
Fonte: Valor International
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