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Interrupção da navegação em Ormuz começa a afetar colheitas, diz agência da ONU

out, 15, 2026 Postado porSylvia Schandert

Semana202642

Os impactos da interrupção da navegação pelo Estreito de Ormuz já começam a aparecer nas colheitas agrícolas, ameaçando reduzir a produtividade no campo e elevar os preços dos alimentos, afirmou nesta quinta-feira (15) o presidente de uma agência de desenvolvimento rural das Nações Unidas.

  • “Os efeitos do fechamento inicial do Estreito de Ormuz […] agora estão começando a aparecer”, disse à Reuters o presidente do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Alvaro Lario.
  • As interrupções nos embarques de fertilizantes relacionadas à situação em Ormuz e a alta dos custos de combustíveis e transporte, agravadas pelo El Niño e pelas perturbações no fornecimento de trigo pelo Mar Negro, estão elevando os custos em toda a cadeia de abastecimento de alimentos, afirmou.
  • O Irã tem buscado ampliar seu controle sobre o Estreito de Ormuz, usando esse ponto estratégico de passagem para pressionar Washington, que, por sua vez, vem mantendo um bloqueio naval aos portos iranianos.
  • Os estoques existentes de fertilizantes e combustíveis amorteceram o impacto inicialmente, mas a incerteza prolongada levou a maior cautela no plantio e à redução do uso de fertilizantes, disse Lario. Ele acrescentou que os custos mais elevados dos combustíveis também estão afetando a colheita mecanizada.
  • Os preços das commodities agrícolas subiram 13% no terceiro trimestre, e novas altas são esperadas no quarto trimestre deste ano e no primeiro trimestre do próximo, afirmou.
  • Países dependentes de importações de fertilizantes, combustíveis e alimentos são particularmente vulneráveis, segundo Lario, que destacou a dependência do Sudeste Asiático em relação aos combustíveis e a da região do Golfo em relação às importações de alimentos.
  • Caso Estados Unidos e Irã não cheguem, dentro de algumas semanas, a um acordo sobre um plano apoiado pela ONU para o transporte de fertilizantes pelo Estreito de Ormuz, poderá haver uma crise de segurança alimentar em partes da Ásia e da África, disse à Reuters, na quarta-feira, um funcionário responsável pela proposta.
  • A persistência da incerteza pode levar pequenos agricultores a abandonar culturas de maior valor, que demoram mais para gerar renda, e optar por aquelas que proporcionam retorno financeiro mais rápido, afirmou Lario.

Fonte: Reuters.

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