Economia

Exportações chegam a US$ 77 bilhões e Argentina registra novo superávit comercial

out, 22, 2026 Postado porSylvia Schandert

Semana202643

As exportações argentinas continuam crescendo, impulsionadas pelo boom das commodities que se espalha pela região.

Em setembro, as exportações atingiram US$ 10 bilhões, alta de 23,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Na série com ajuste sazonal, houve crescimento de 8,6% em comparação com o mês anterior.

O aumento foi impulsionado pela alta tanto dos preços (16%) quanto dos volumes (6%).

Os dez principais produtos exportados em setembro de 2026 responderam por 57,3% das exportações totais da Argentina.

A lista foi liderada por óleos brutos de petróleo, com US$ 1,1 bilhão, farelo de soja, com US$ 1 bilhão, e milho, com US$ 833 milhões.

Na sequência, apareceram o óleo de soja bruto, com US$ 597 milhões, e os veículos automotores para transporte de mercadorias, com US$ 518 milhões.

A soja em grão ficou em sexto lugar, com exportações de US$ 468 milhões e participação de 4,7% no total, apesar de uma queda de 42,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Ouro não monetário, carne bovina, trigo e óleo de girassol completaram os dez primeiros lugares.

Nas importações, as dez principais categorias de produtos representaram 29,4% do total.

O ranking foi liderado por veículos automotores para transporte de pessoas — incluindo ônibus —, que responderam por 6,4% das importações, com valor aproximado de US$ 450 milhões. Em seguida, vieram partes e acessórios de veículos automotores, com 4,3%, e soja em grão, com 3,9%.

Outras categorias relevantes nas importações incluíram medicamentos, telefones, veículos para transporte de mercadorias, sangue e produtos imunológicos, fertilizantes e máquinas de processamento de dados.

Um superávit comercial que continua crescendo

Com importações de US$ 7 bilhões — queda de 1,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior, mas ligeiramente acima do registrado em agosto —, a Argentina apresentou superávit comercial de US$ 2,976 bilhões em setembro.

O resultado ficou US$ 2 bilhões acima do superávit registrado no mesmo mês de 2025 e US$ 1,5 bilhão acima do saldo de agosto.

Foi o maior superávit comercial mensal desde junho, quando o saldo atingiu US$ 3,4 bilhões.

A Argentina registra superávit comercial há 34 meses consecutivos, desde a posse de Javier Milei como presidente.

Nos primeiros nove meses de 2026, o superávit comercial chegou a US$ 21,2 bilhões, sustentado por exportações que somaram US$ 77 bilhões.

Combustíveis e energia, produtos primários e manufaturados de origem agropecuária responderam por 73% das exportações totais entre janeiro e setembro.

A Argentina caminha para registrar um superávit comercial recorde neste ano, com o saldo acumulado já equivalente ao dobro do total registrado em todo o ano de 2025.

Até o fim do ano, as exportações poderão superar US$ 100 bilhões, segundo estimativas do centro de estudos Fundación Capital.

No entanto, enquanto o comércio exterior argentino vive uma expansão sem precedentes, muitos setores da economia real permanecem estagnados ou em crise.

A indústria de transformação argentina, por exemplo, recuou 2,7% nos primeiros oito meses de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados oficiais.

Enquanto isso, as projeções de crescimento da economia argentina foram revisadas significativamente para baixo nas últimas semanas, levantando a possibilidade de que a economia tenha entrado em recessão no terceiro trimestre.

Fonte: Buenos Aires Herald

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