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Maioria dos armadores deve voltar ao Canal de Suez até início do segundo trimestre de 2027, diz CEO da Kuehne+Nagel

out, 22, 2026 Postado porGabriel Malheiros

Semana202643

A maioria dos armadores de contêineres deve retomar a rota pelo Canal de Suez entre o fim do primeiro trimestre e o início do segundo trimestre de 2027, afirmou nesta quinta-feira (22) Stefan Paul, CEO da Kuehne+Nagel. O executivo, no entanto, alertou que o cenário geopolítico continua volátil.

“Existe uma intenção clara entre nossas armadoras parceiras de voltar à rota”, disse Paul à Reuters, após a companhia suíça de logística elevar pela terceira vez neste ano sua projeção de lucro para 2026.

A rota entre Ásia e Europa pelo Canal de Suez foi abandonada pela maioria das companhias marítimas a partir de novembro de 2023, após os ataques dos houthis do Iêmen no Mar Vermelho. Desde então, grande parte dos navios passou a contornar a África pelo Cabo da Boa Esperança, alongando significativamente as viagens.

Os planos de retorno ao Canal de Suez voltaram a perder força no início deste ano após os ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, no fim de fevereiro.

Paul também citou a alta dos preços do petróleo como um fator que aumenta a atratividade das rotas mais curtas, embora tenha acrescentado que a reabertura plena da rota “não afetaria de forma relevante a demanda dos clientes”.

A Maersk, em parceria com a Hapag-Lloyd na Gemini Cooperation, já começou a recolocar parte de seus serviços na rota pelo Canal de Suez. A retomada, no entanto, vem ocorrendo de forma gradual e permanece condicionada às condições de segurança no Mar Vermelho.

Analistas avaliam que esse movimento ainda não deverá ter impacto significativo nos resultados das armadoras em 2026, justamente porque o retorno ao Canal de Suez segue sendo feito de maneira cautelosa e por etapas.

Ao contrário das companhias de navegação, freight forwarders como a Kuehne+Nagel não possuem navios próprios e dependem mais dos volumes de carga movimentados do que do nível dos fretes marítimos.

Fonte: Reuters

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