Ele observou que os dados recentes de inflação dos EUA mostraram que o café foi o item que mais subiu de preço no país em 12 meses até setembro. O preço do café instantâneo subiu 21,7% no país nos últimos 12 meses. O café torrado e moído, por sua vez, teve alta de 18,9% no período.
Segundo o Cecafé, as exportações para os EUA caíram 46% em agosto e 52,8% em setembro, e o país caiu para a terceira posição entre os principais destinos do café brasileiro. “Temos contratos em aberto, contratos sendo postergados, contratos sendo cancelados. E muitas vezes o importador assume metade da tarifa, para não perder a participação no blend de cafés dos clientes”, afirmou Matos.
Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de café em grãos para os Estados Unidos a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:
Exportações Brasileiras de Café em grãos para os Estados Unidos | Jan 2022 a Set 2025 | TEU
Fonte: DataLiner (Clique aqui para solicitar uma demo)
Na quarta-feira, a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Cecafé, Conselho Nacional do Café (CNC), Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) Associação apresentaram a reformulação da marca institucional “Cafés do Brasil” em evento na Semana Internacional do Café.
“Essa nova marca inaugura um novo capítulo para o ecossistema Cafés do Brasil. Esse rebranding resgata nossa identidade, nossa essência, ele celebra 300 anos de produção de café no Brasil”, disse Pavel, Cardoso, presidente da Abic.
Aguinaldo Lima, diretor de relações institucionais da Abics, disse que a mudança da marca era necessária para o setor posicionar melhor o café brasileiro no mercado internacional. “Se a gente tem condições e produz de forma ambientalmente correta, socialmente correta, a gente só precisa contar isso”, afirmou Lima.
Fonte: Globo Rural