Exportação de melão atinge receita recorde de US$ 231 milhões em 2025, mas cenário projeta desaceleração
jan, 30, 2026 Postado porGabriel MalheirosSemana202605
As exportações brasileiras de melão encerraram o ano de 2025 com o melhor desempenho de sua série histórica, iniciada em 1997. De acordo com dados do Comex Stat analisados pelo Cepea, o setor acumulou um faturamento de US$ 231 milhões, o que representa um salto de 25% na receita em comparação ao ano anterior. Em termos de volume, o Brasil embarcou 283 mil toneladas da fruta, consolidando um crescimento de 16% no período.
Este resultado histórico foi sustentado por uma combinação de demanda europeia aquecida e problemas produtivos em mercados concorrentes. No primeiro semestre, entraves climáticos na América Central reduziram a oferta dos principais competidores do Brasil, enquanto a diminuição das áreas de plantio na Espanha manteve o mercado internacional aberto para o produto brasileiro mesmo durante a entressafra.
Confira a seguir como se comportaram as exportações, registradas mensalmente, em contêineres, de melancias, melões e papaias do Brasil. Os dados são do DataLiner:
Exportação de Melancias, Melões e Papaias | Jan – Nov | 2022 – 2025 | TEUs
Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)
A logística interna também desempenhou um papel determinante na estratégia dos produtores do polo Rio Grande do Norte/Ceará. Com a implementação das novas regras da ANTT e o consequente aumento dos custos de frete rodoviário no mercado doméstico, o setor intensificou o escoamento para o exterior como forma de preservar as margens de lucro. A parcial da atual safra 2025/26, iniciada em agosto, já reflete essa tendência, com 161 mil toneladas enviadas até dezembro — volume 14% superior ao ciclo passado — e faturamento de US$ 138 milhões (FOB).
Entretanto, analistas do Hortifrúti/Cepea apontam para uma redução gradual no ritmo de embarques a partir de fevereiro. Além do encerramento natural da safra em março, o setor enfrenta riscos climáticos imediatos. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuvas abaixo da média para os próximos meses na região produtora, e relatos de campo já indicam que poços em algumas propriedades começaram a secar. Embora o impacto ainda não seja generalizado, a restrição na irrigação pode aumentar a incidência de frutos de menor calibre, que não atendem ao rigoroso padrão exigido pelo mercado europeu.
A competitividade brasileira também deve ser testada pela retomada da produção na América Central. Países como a Costa Rica preveem safras mais robustas em 2026, favorecidas por condições meteorológicas estáveis, o que elevará a oferta global durante a entressafra brasileira. Diante desse panorama, a manutenção da rentabilidade do polo potiguar e cearense no encerramento desta temporada dependerá da gestão eficiente dos recursos hídricos e da capacidade de competir em preço com a volta dos volumes centro-americanos.
Fonte: HF Brasil
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