Hapag-Lloyd confirma compra da rival israelense Zim por US$ 4,2 bi
fev, 18, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202608
A Hapag-Lloyd confirmou nesta segunda-feira (16) a compra a concorrente israelense Zim Integrated Shipping Services por US$ 4,2 bilhões.
A empresa de navegação alemã assinou um acordo para adquirir a Zim por US$ 35,00 por ação em dinheiro, sujeito à aprovação de ambas as partes. O preço representa um prêmio de 65% em relação ao valor de fechamento das ações da Zim, de US$ 21,18, na sexta-feira (13).
A Hapag-Lloyd informou que o negócio será financiado com reservas de caixa e financiamento externo de até US$ 2,5 bilhões. Mais cedo, a empresa havia informado que sua diretoria estava em negociações avançadas para comprar todas as ações da Zim, mas que, naquele momento, as aprovações necessárias ainda não haviam sido concedidas.
A expectativa é que a operação seja concluída até o final deste ano. A Zim é considerada um ativo estratégico para Israel e, por isso, o Estado detém uma “golden share” (ação de classe especial) na companhia, que lhe confere poder de veto sobre determinadas decisões estratégicas, como mudanças de controle.
Diante disso, a Hapag-Lloyd concordou com o FIMI Opportunity Funds em formar uma empresa controlada pela gestora para assumir as obrigações decorrentes dos direitos especiais do Estado israelense. Pelo acordo, doze navios e os ativos necessários à operação de três rotas comerciais serão transferidos da Hapag-Lloyd ou da Zim para a nova empresa.
A transação ainda dependerá do consentimento do governo de Israel, dos acionistas da Zim e dos órgãos reguladores.
O movimento ocorre após a Zim ter nomeado um comitê independente que, nos últimos meses, conduziu uma revisão estratégica para avaliar alternativas como a venda da companhia, opções de alocação de capital e outras medidas para maximizar o valor ao acionista. A revisão foi motivada por uma proposta revisada de aquisição apresentada pelo diretor-presidente da empresa, Eli Glickman, e pelo empresário israelense Rami Ungar. A oferta foi rejeitada, mas a Zim informou anteriormente ter recebido propostas de outras partes.
Recentemente, a Zim divulgou uma queda acentuada nos lucros do terceiro trimestre, em meio ao colapso das taxas de frete e à redução dos volumes de contêineres. A empresa alertou que as condições do quarto trimestre haviam se enfraquecido. Glickman afirmou que a companhia enfrenta um ambiente de forte volatilidade nas tarifas, mudanças frequentes nas políticas comerciais e tensões globais persistentes, o que tem exigido adaptações em sua rede transpacífica.
A Zim opera uma frota de cerca de 129 navios, segundo apresentação recente a investidores. A empresa adota um modelo intensivo em afretamento, alugando grande parte de suas embarcações, o que permite ajustar a capacidade conforme as condições de mercado. Ao mesmo tempo, vem aumentando gradualmente a proporção de navios próprios ou afretados no longo prazo, estratégia que, segundo a companhia, melhora a qualidade da frota e reduz a exposição à volatilidade do mercado de curto prazo.
Listada na Bolsa de Valores de Nova York, a Zim tinha valor de mercado de US$ 2,7 bilhões no fechamento da última sexta-feira.
Fonte: Valor Econômico
-
Algodão
abr, 08, 2026
0
Tributação de remessas internacionais preocupa entidades do algodão e do setor têxtil
-
Economia
out, 04, 2024
0
Importações brasileiras via contêineres têm crescimento acelerado
-
Logística Outros
jan, 03, 2019
0
ANTT prorroga prazo para esclarecimentos sobre concessão da Ferrovia Norte-Sul (FNS)
-
Carnes
jun, 06, 2023
0
Gripe aviária: BRF e JBS seriam as mais expostas em casos de possíveis paralisações na exportação, diz BBA