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Portos e Terminais

Caminhoneiros e produtores argentinos planejam negociações para resolver protesto no Porto de Quequén

abr, 23, 2026 Postado porSylvia Schandert

Semana202617

Caminhoneiros argentinos, cujos protestos por tarifas de frete mais altas têm causado atrasos e paralisado o acesso ao porto de Quequén, concordaram em se reunir com produtores rurais nos próximos dias em uma tentativa de resolver o impasse, disse à Reuters na quarta-feira, 22 de abril, Julian Kristansen, presidente da comissão de transporte do conselho municipal de Necochea.

Os motoristas em protesto estão acampados ao longo de uma estrada que leva ao porto, impedindo a passagem de caminhões de grãos e prejudicando a logística. O terminal de Quequén responde por 20% das exportações de soja da Argentina.

A Argentina é o terceiro maior exportador mundial de soja e o maior fornecedor global de óleo e farelo de soja.

A Câmara Argentina de Portos Comerciais Privados afirmou na segunda-feira que os protestos, que inicialmente afetaram o porto de Bahía Blanca, impediram exportações avaliadas em aproximadamente US$ 450 milhões.

“Nos próximos dias, haverá uma nova convocação para uma mesa de negociação para ouvir todas as partes e tentar chegar a um consenso”, disse Kristansen. Necochea abriga o porto de Quequén, localizado no sul da província de Buenos Aires.

Segundo Kristansen, os caminhoneiros estão exigindo um aumento de 25% nas tarifas devido à alta global dos preços dos combustíveis desde o início da guerra no Irã, enquanto as associações rurais atualmente aceitam um reajuste de 14%.

A Reuters entrou em contato com o Ministério de Transporte de Buenos Aires e com os sindicatos de caminhoneiros em protesto, ATCADE e FATRAC, mas não obteve resposta.

Os portos da região de Rosário, responsáveis por mais de 85% das exportações de grãos da Argentina e quase a totalidade das exportações de óleo e farelo de soja, não foram afetados pela disputa.

Fonte: Reuters

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