MELÃO/CEPEA: Exportações recuam em abril com início da entressafra
jun, 01, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202623
As exportações brasileiras de melão voltaram a cair em abril de 2026. Segundo dados da Comex Stat, o volume embarcado recuou 47% em relação a março, totalizando 11,5 mil toneladas. A receita também caiu 48%, somando US$ 8 milhões (FOB). Os principais destinos da fruta foram Espanha (31,9%), Reino Unido (31,6%) e Holanda (30,5%).
Os volumes embarcados em contêineres também apontam para uma retração. Dados da Datamar mostram que foram enviados 5.675 TEUs ao exterior nos primeiros quatro meses de 2016, 5% a menos do que no ano anterior. Confira uma comparação dos volumes registrados nos últimos três anos:
Exportação de Melão | Jan-Abr | TEUs
Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)
A retração está ligada principalmente ao encerramento da safra 2025/26 no Rio Grande do Norte e Ceará e ao início da entressafra. Outro fator foi a colheita na América Central, que apresenta melhores condições do que em 2025, aumentando a concorrência no mercado internacional.
Segundo colaboradores do Hortifrúti/Cepea, os embarques de abril ainda foram compostos por remanescentes da safra 2025/26. As chuvas mais intensas registradas nos últimos meses da temporada, especialmente em fevereiro e março, exigiram um período maior para a recuperação da qualidade dos frutos antes da exportação.
Mesmo com a queda mensal, o volume exportado em abril foi 17% superior ao registrado no mesmo período de 2025, enquanto a receita avançou 20% na comparação anual. Com o fim da safra 2025/26, parte dos produtores retomará as atividades apenas entre o final de maio e o início de junho, quando começa o plantio da safra 2026/27.
A expectativa é de que as exportações permaneçam limitadas nos próximos meses. Embora o encerramento da temporada da América Central possa reduzir a concorrência para a fruta brasileira, a menor oferta interna e a continuidade da safra espanhola em Almería devem restringir o crescimento dos embarques.
O setor também demonstra preocupação com o aumento dos custos de produção para a safra 2026/27 em meio ao conflito no Oriente Médio. A alta nos preços de insumos agrícolas, como mantas e defensivos, além do aumento dos custos de frete, pode representar um fator adicional de pressão sobre as exportações.
Fonte: HF Brasil
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