Brasil reforçará protagonismo no comércio agrícola na próxima década
jun, 30, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202627
A América Latina continuará sendo a maior região exportadora de produtos agrícolas do mundo até 2035, impulsionada principalmente pelo Brasil, Argentina e Paraguai. A projeção faz parte do relatório Perspectivas Agrícolas 2026-2035, divulgado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
Segundo o estudo, o superávit comercial agrícola da América Latina poderá atingir cerca de US$ 150 bilhões até 2035, três vezes o projetado para a América do Norte. Enquanto isso, regiões como Sul e Sudeste Asiático, Oriente Médio e África Subsaariana ampliarão suas importações de alimentos devido ao crescimento populacional e da renda.
A produção agrícola mundial deverá crescer 13,3% até 2035, alcançando US$ 4 trilhões. A expansão será liderada pelos países de renda média, especialmente na Ásia-Pacífico, África Subsaariana e América Latina, que responderão por mais de 80% do aumento da produção global.
Carnes
Brasil, Estados Unidos e União Europeia continuarão concentrando mais da metade das exportações mundiais de carne em 2035. A demanda chinesa por carne bovina seguirá elevada, embora a participação do país nas importações mundiais diminua com o avanço da produção doméstica de carne suína. Os preços da carne bovina deverão permanecer elevados no curto prazo devido à oferta limitada.
Milho
A produção mundial de milho continuará crescendo, com destaque para Brasil, China e Estados Unidos. O Brasil deverá ampliar sua participação nas exportações, sustentado pela expansão da segunda safra e pela integração com o cultivo de soja.
Em 2035, a participação nas exportações mundiais de milho deverá ser:
- Estados Unidos: 29%
- Brasil: 26%
- Argentina: 16%
- Ucrânia: 15%
Dados recentes de movimentação portuária obtidos pela Datamar mostram uma redirecionamento das cargas em direção a novos polos de embarque. Dentre os principais portos exportadores de milho, destacaram-se o Porto de Rio Grande, com crescimento de 91,7% no acumulado de janeiro a abril de 2026, comparado ao ano anterior, bem como o Porto de Santarém, com crescimento de 271% no mesmo comparativo. Portos tradicionais, como Santos e Paranaguá, caíram 16% e 41%, respectivamente.
Descubra abaixo a participação dos principais portos na exportação de milho do Brasil:
Principais Portos de Exportação de Milho | Jan-Abr 2026 | WTMT
Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)
Soja
O Brasil permanecerá como maior produtor e exportador mundial de soja. A produção brasileira deverá crescer, em média, 0,7% ao ano até 2035, impulsionada pelo sistema de plantio duplo de soja e milho.
O país deverá responder por 61% das exportações mundiais de soja ao fim do período analisado.
Açúcar
O Brasil continuará liderando o mercado mundial de açúcar. A produção nacional deverá alcançar 50,2 milhões de toneladas em 2035, representando cerca de 34% da produção global.
Nas exportações, o país deverá responder por 72% do comércio mundial de açúcar bruto e 28% do açúcar branco, consolidando sua liderança ao lado da Tailândia.
Algodão
Graças aos ganhos de produtividade, o Brasil deverá manter a liderança mundial nas exportações de algodão até 2035.
A participação prevista nas exportações globais é:
Brasil: 39%
Estados Unidos: 27%
África Subsaariana: 11%
Austrália: 9%
Biocombustíveis
O consumo mundial de biocombustíveis deverá crescer 1,4% ao ano na próxima década. Brasil, Indonésia e Índia liderarão a expansão da produção, impulsionados pela demanda por combustíveis, metas de segurança energética e compromissos de redução das emissões. O Brasil também deverá ampliar sua produção de etanol de milho.
Fonte: Valor Econômico
-
Portos e Terminais
jun, 18, 2021
0
Maio de 2021 supera em 70% movimentação registrada um ano atrás no Porto do Pecém
-
Portos e Terminais
dez, 08, 2025
0
Sindaçúcar-PE apresenta novo shiploader no Porto do Recife
-
nov, 30, 2021
0
“Supernavios” podem reduzir emissões no comércio agrícola
-
Peixe
jan, 28, 2026
0
Exportações da piscicultura nacional se mantêm estáveis, mesmo com tarifaço dos Estados Unidos
