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Abacate Hass: mercado global entra em nova fase

jul, 03, 2026 Postado porSylvia Schandert

Semana202627

O mercado global de abacate Hass continuou em expansão em 2026, embora o aumento da produção tenha provocado uma queda nos preços em várias regiões produtoras. Segundo fontes do setor, o ajuste nos preços reflete o crescimento da oferta mundial, e não uma redução da demanda.

A expansão das áreas plantadas em países como México, Peru, Colômbia, Marrocos, Quênia, África do Sul e Chile elevou os volumes exportados. Muitos pomares implantados entre 2018 e 2023 entraram recentemente em fase de produção comercial, resultando na sobreposição dos períodos de colheita e no aumento da oferta para mercados estratégicos, como Europa e Estados Unidos.

O maior volume disponível, aliado ao aumento da concorrência, aos custos logísticos, às exigências mais rigorosas de qualidade e às oscilações cambiais, pressionou a rentabilidade do setor em 2026. A Europa, um dos principais destinos das exportações de abacate Hass, enfrentou maior concorrência com a entrada simultânea de produtos de diversas origens.

Apesar do ajuste no mercado, a demanda de longo prazo continua em crescimento. Segundo projeções da OCDE e da FAO, o abacate deverá se tornar a fruta tropical mais comercializada do mundo até 2030, com exportações globais superiores a 3,9 milhões de toneladas. Atualmente, a demanda permanece concentrada nos Estados Unidos e na Europa, enquanto China, Japão, Coreia do Sul e Índia devem impulsionar o crescimento do consumo nos próximos anos.

Um relatório do Rabobank estima que o mercado global de abacate movimenta mais de US$ 20 bilhões. O aumento do consumo continua sendo impulsionado por mudanças nos hábitos alimentares, pela expansão do varejo e pela maior disponibilidade da fruta no mercado internacional.

O setor também vem dando maior atenção à eficiência da produção, à qualidade dos frutos, à logística, ao manejo pós-colheita, à rastreabilidade e à regularidade da oferta, fatores considerados cada vez mais importantes diante da intensificação da concorrência.

O Brasil é apontado como um país com potencial adicional de expansão no segmento de abacate Hass. O país reúne condições favoráveis de cultivo, áreas disponíveis para produção e janelas de colheita que podem complementar a oferta de outros países produtores. A abertura do mercado japonês para o abacate Hass brasileiro, em 2024, também ampliou as oportunidades de exportação.

No acumulado do ano, entre janeiro e maio de 2026, o Brasil exportou 2.352 TEUs de abacates, segundo os dados da Datamar. Esse montante representa um aumento 161% comparado ao mesmo período do ano anterior. Confira no gráfico abaixo uma comparação com os anos anteriores:

Exportação de Abacates | Jan-Mai | 2022 – 2026 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Para os próximos anos, as projeções do setor continuam indicando crescimento até 2035. Os participantes do mercado avaliam que a competitividade dependerá cada vez mais da qualidade do produto, da regularidade do abastecimento, da sustentabilidade, da rastreabilidade, do desempenho pós-colheita e da capacidade de produzir durante janelas estratégicas de comercialização.

Fonte: Abrafrutas

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