Madeira

Exportações florestais do Uruguai crescem 13% no primeiro semestre com aumento dos embarques de madeira

jul, 16, 2026 Postado porSylvia Schandert

Semana202629

As exportações florestais do Uruguai apresentaram um desempenho sólido no primeiro semestre do ano, sustentadas pelo aumento dos volumes embarcados de diversos produtos derivados da madeira, incluindo toras de eucalipto, pinus e cavacos de madeira.

No total, as exportações do setor florestal alcançaram aproximadamente US$ 740 milhões no primeiro semestre, um crescimento de 13% em relação ao mesmo período de 2025.

As exportações de toras de eucalipto para o Vietnã e a China aumentaram quase 30% em volume na comparação com o primeiro semestre do ano passado. O produto também foi beneficiado por preços melhores, com as vendas chegando perto de US$ 20 milhões.

A Índia consolidou sua posição como principal destino do pinus uruguaio. Os embarques para o país cresceram cerca de 20% em volume, embora os preços tenham permanecido baixos e abaixo das expectativas do setor.

O primeiro semestre também registrou um aumento de 15% nos embarques de toras de eucalipto para zonas francas, enquanto as exportações de cavacos de madeira se recuperaram em quase 20%.

Nelson Ledesma, ex-presidente da Sociedade de Produtores Florestais e integrante da Senda Forestal, afirmou que o principal desafio do setor é criar alternativas que permitam ao Uruguai agregar mais valor à produção. Isso inclui melhorias logísticas, redução de custos e busca por novos mercados.

Segundo Ledesma, os preços da celulose na China encontram-se atualmente entre US$ 550 e US$ 590 por tonelada, enquanto a demanda permanece muito fraca e os estoques estão elevados na Europa e na Ásia, de acordo com o portal Ámbito. Ele acrescentou que não se espera nenhuma recuperação significativa no curto prazo.

Para exportadores e operadores logísticos, o desempenho das exportações florestais uruguaias evidencia tanto a resiliência quanto os desafios do setor. Os maiores volumes estão sustentando os fluxos comerciais, mas os baixos preços da celulose e as pressões de custos continuam afetando as margens.

Fonte: Prensa Latina

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