Correntezas até sete vezes mais intensas levam Porto de Itajaí a pedir rebocadores mais potentes para manobras de navios em meio ao El Niño
out, 16, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202642
O Porto de Itajaí pediu a revisão dos critérios de uso de rebocadores nas operações portuárias, incluindo o número mínimo de embarcações e a potência necessária para garantir a segurança das manobras diante das fortes correntezas no rio Itajaí-Açu. O pedido foi encaminhado nesta terça-feira (13) pela SPI (Superintendência do Porto de Itajaí) à Capitania dos Portos.
A solicitação ocorre em meio ao aumento da vazão do rio e da intensidade das correntezas, condições associadas aos efeitos do El Niño. De acordo com a gestão do porto, nas últimas semanas, foram registradas correntes até sete vezes mais intensas que os parâmetros considerados seguros para a navegação, o que dificulta as manobras de entrada, saída e atracação de navios.
“Diante desse cenário, a superintendência considera que a quantidade e a potência dos rebocadores atualmente empregados são insuficientes para enfrentar determinadas condições adversas, especialmente durante os períodos de correnteza elevada. A SPI defende a reavaliação dos critérios de utilização dos rebocadores, incluindo o número mínimo de unidades, a potência e a capacidade de tração necessárias para garantir mais segurança durante as operações portuárias”, destacou o órgão.
O Porto de Itajaí informou que monitora as condições hidrológicas do canal de acesso. Segundo a superintendência, os efeitos do El Niño podem intensificar as chuvas, elevar a vazão do rio e aumentar a velocidade das correntezas.
A superintendência também defendeu que as medidas preventivas considerem os riscos identificados e a capacidade dos rebocadores de operar em condições adversas. A intenção é proteger as embarcações, as estruturas portuárias e os profissionais envolvidos nas manobras, além de manter as atividades do Complexo Portuário de Itajaí em segurança.
Porto de Itajaí estuda implantação de novo sistema de monitoramento
O porto também estuda implementar um novo sistema de monitoramento hidrodinâmico e meteoceanográfico do acesso aquaviário. No início do mês, uma inspeção técnica foi realizada para definir os pontos de instalação dos equipamentos.
O sistema contará com, no mínimo, seis estações de monitoramento, distribuídas para atender aos cinco trechos operacionais do acesso aquaviário. A estrutura permitirá acompanhar continuamente parâmetros como correntes, marés, ondas, ventos, visibilidade e pluviosidade, fornecendo dados em tempo real para apoiar decisões relacionadas à navegação e às operações portuárias.
Na prática, o monitoramento ampliará a capacidade de acompanhar as condições do rio, do mar e da atmosfera, fornecendo mais informações para avaliar a segurança da navegação, as manobras dos navios e a operação do acesso aquaviário.
Fonte: ND Mais
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