Abimaq revê cenário e diz que exportações aos EUA devem cair, mas não a zero
out, 03, 2025 Postado porSylvia SchandertSemana202541
As exportações brasileiras do setor de máquinas e equipamentos para os EUA devem cair sob o tarifaço da administração americana, mas não a zero. Segundo a Abimaq, entidade que representa os fabricantes, sondagens feitas com empresas brasileiras que atuam no mercado americano mostram o andamento de negociações com empresas americanas, que preveem, em alguns casos, a divisão de prejuízos, o que contribui para a revisão do cenário mais pessimista apresentado anteriormente.
“Parte da tarifa é paga aqui no Brasil, parte da tarifa lá. Em outros casos, têm se mantido os projetos em andamento pelo menos ao longo deste ano. Pode ser que essa nossa expectativa de zerar as exportações não se concretize. Provavelmente vai diminuir, mas zerar não, porque as empresas estão dizendo que entregas elas ainda estão fazendo”, disse Cristina Zanella, diretora de Competitividade, Economia e Estatística da Abimaq, em apresentação a jornalistas na última quarta-feira (1º), quando divulgou dados do desempenho do setor em agosto.
Na apresentação dos dados de julho, feita em agosto, a Abimaq disse que as exportações para os EUA poderiam ir a zero já a partir de setembro. Segundo Zanella, as estimativas continuam sendo de queda de 15% nas exportações do setor no ano, com queda de 30% nas exportações para os EUA. Mas, afirma, a probabilidade é de revisão para uma queda menor nas duas métricas.
“A nossa estratégia agora é esperar os números virem do mês de setembro para, daí em diante, conseguirmos ter um cenário mais preciso de como vai se dar essa questão de exportação para os Estados Unidos ao longo dos próximos meses”, disse.
As exportações de máquinas para os EUA responderam por 25,9% das vendas ao exterior pelo Brasil de janeiro a agosto e tiveram queda de 7,5% no acumulado do ano. No entanto, cresceram em agosto, segundo Zanella. “Se eu pegar o total das exportações de agosto contra agosto, cresceu 16% [para os EUA]. Se eu pegar as máquinas rodoviárias, que são 52% de tudo que a gente exporta [para os EUA], cresceu 67,7%”, afirmou.
Para ela, a alta pode refletir movimento de antecipação de exportações diante da imposição da nova tarifa de 40%, que totalizou alíquota de 50% para produtos de alguns segmentos da indústria brasileira e entrou em vigor no início de agosto. “Já tinha acontecido antecipação no mês de julho. Quando olhamos, alguns setores já tinham crescido bastante, que é o caso de máquinas e ferramentas, que também é um importante exportador para aquela região. E outros ainda mantiveram esse quadro de antecipação agora no mês de agosto.”
Segundo a Abimaq, a magnitude do impacto das tarifas no setor, sobretudo no próximo ano, dependerá do sucesso de negociações em curso e também da capacidade de empresas nacionais redirecionarem seus produtos. “Hoje, uma empresa que atua comercializando com os Estados Unidos pode passar a direcionar para outros mercados, mas isso leva tempo. Mas a gente nota que as empresas já estão se posicionando para esse tipo de atuação para, lá na frente, poder se preservar e preservar seus mercados diante desse novo cenário”, disse.
Fonte: Valor Econômico
-
Carnes
nov, 18, 2022
0
Brasil terá cota 19,3% maior para exportações de carne de frango para o Reino Unido
-
Portos e Terminais
mar, 09, 2026
0
Porto de Santos prorroga desconto em tarifas para “navios verdes”
-
Portos e Terminais
set, 16, 2019
0
Antaq autoriza nova finalidade para Estaleiro Rio Grande
-
Automotivo
ago, 08, 2022
0
Exportação de automóveis cai levemente em julho, após três meses seguidos de crescimento