Anea eleva projeção da safra brasileira de algodão para 4,178 milhões de toneladas
ago, 31, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202635
A produção brasileira de algodão na safra 2025/26 deve alcançar 4,178 milhões de toneladas de pluma, de acordo com a tabela de Oferta e Demanda divulgada pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) para o mês de agosto. A projeção representa um acréscimo de 172 mil toneladas em relação às 4,006 milhões de toneladas estimadas em junho, avanço de 4,3% em apenas dois meses.
A revisão reforça a perspectiva de mais uma safra acima de 4 milhões de toneladas e ocorre em um cenário no qual o Brasil mantém volumes elevados de embarques ao mercado internacional. Para 2026, a Anea estima exportações de 3,418 milhões de toneladas, resultado da soma de 1,814 milhão de toneladas no primeiro semestre e 1,604 milhão no segundo.
O volume é 34 mil toneladas superior à estimativa de junho e mantém as exportações brasileiras em patamar próximo aos recordes recentes. No ciclo comercial encerrado em junho, o país já havia registrado forte desempenho nos embarques, com recordes mensais em sete dos 12 meses.
Segundo dados de comércio exterior da Datamar, as exportações brasileiras de algodão bateram 142.079 TEUs no acumulado do 1º semestre de 2026, uma alta de 29,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Confira a seguir os valores mensais de exportação de algodão registrados na plataforma DataLiner:
Exportação de Algodão | 1S26 | TEUs
Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)
A perspectiva de expansão se estende à safra seguinte. A projeção para 2026/27 passou de 3,960 milhões de toneladas, em junho, para 4,029 milhões de toneladas em agosto, aumento de 69 mil toneladas. Para 2027, a expectativa de exportações avançou de 3,230 milhões para 3,411 milhões de toneladas entre junho e agosto, acréscimo de 181 mil toneladas, ou 5,6%. A estimativa considera embarques de 1,8 milhão de toneladas no primeiro semestre e 1,611 milhão no segundo.
Para o presidente da Anea, Dawid Wajs, os números mostram que o avanço da oferta brasileira ocorre acompanhado pela capacidade de ampliar sua presença no comércio internacional.
“As revisões divulgadas neste mês confirmam a trajetória positiva do algodão brasileiro. Observamos uma nova elevação na estimativa de safra, que reflete os ganhos de produtividade e os investimentos realizados pelos produtores. Ao mesmo tempo, as exportações seguem em níveis historicamente elevados, demonstrando a forte demanda internacional pelo algodão brasileiro”, afirma.
Oferta maior e estoques confortáveis
Ainda de acordo com Dawid Wajs, mesmo com a revisão positiva das exportações, a maior disponibilidade de algodão eleva a projeção para o estoque ao final de 2026. A estimativa passou de 2,794 milhões de toneladas em junho para 2,914 milhões em agosto, diferença de 120 mil toneladas.
Para Wajs, o aumento dos estoques deve ser observado também sob a ótica da segurança de fornecimento em um mercado internacional sujeito a oscilações de produção, logística e demanda.
“Um nível mais confortável de estoques amplia a capacidade do Brasil de atender seus clientes com regularidade e previsibilidade. Isso ganha importância em um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas. O país reúne hoje produção em escala, competitividade e disponibilidade de algodão para sustentar relações comerciais de longo prazo”, diz.
Consumo doméstico
A projeção da Anea indica ainda consumo doméstico de 745 mil toneladas em 2026, ante 729 mil toneladas estimadas em junho. Para 2027, a expectativa também foi revista para cima, de 732 mil para 753 mil toneladas.
Fonte: Compre Rural com Anea
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