Apesar de promessa de Trump, maioria do tráfego em Ormuz segue paralisada
maio, 04, 2026 Postado porSylvia SchandertSemana202619
Não houve sinais de aumento no tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (4), um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que o país iniciaria esforços para liberar a navegação com o chamado “Projeto Liberdade”.
Segundo dados da MarineTraffic, apenas um petroleiro, que opera como um transportador de GLP de pequeno porte sob sanções, além de alguns navios de carga e uma embarcação de instalação de cabos passaram para o Golfo de Omã nesta segunda.
Nenhum petroleiro ou outro navio comercial foi visto aguardando para atravessar a via marítima, e o grupo alemão de transporte marítimo Hapag-Lloyd afirmou que a travessia de suas embarcações segue impossível devido à falta de clareza sobre procedimentos seguros de passagem.
O Comando Central dos EUA (Centcom) disse que começaria nesta segunda a ajudar a restaurar a liberdade de navegação no estreito, enquanto mantém o bloqueio aos portos iranianos.
A indústria naval ainda não recebeu orientações sobre a operação dos EUA nem sobre seus objetivos, enquanto a situação geral de segurança permanece inalterada, afirmou o Baltic and International Maritime Council (Bimco).
“Sem o consentimento do Irã para permitir a passagem segura de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz, não está claro se a ameaça iraniana às embarcações pode ser reduzida ou eliminada”, disse Jakob Larsen, diretor de segurança da entidade.
Centenas de embarcações comerciais e até 20 mil marítimos não conseguem atravessar a via marítima devido à guerra com o Irã, informou a Organização Marítima Internacional.
O Centro Conjunto de Informações Marítimas, liderado pelos EUA, afirmou que o nível de ameaça à segurança no estreito permanece “crítico” e recomendou que navegadores considerem rotas pelas águas territoriais de Omã, ao sul da rota principal.
O Centcom descreveu as missões dos EUA como “defensivas” e disse que combinarão esforços diplomáticos com coordenação militar.
O Irã, por sua vez, advertiu a Marinha dos EUA para que se mantenha fora de Ormuz e afirmou que navios
comerciais precisarão coordenar qualquer passagem com suas forças militares. Também divulgou um novo mapa indicando o que considera sua área de controle.
O Paquistão informou que os 22 tripulantes do navio porta-contêineres Touska, de bandeira iraniana — que havia sido interceptado por forças dos EUA no mês passado — foram evacuados para o país e serão repatriados.
A embarcação também será devolvida aos seus proprietários após reparos, informou o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, classificando a medida como um “gesto de confiança”.
O bloqueio naval imposto pelos EUA aos portos iranianos em 13 de abril também reduziu as exportações de petróleo de Teerã.
Tensão com navio de guerra dos EUA
A tensão sobre a via marítima permaneceu alta na manhã desta segunda. A Marinha do Irã disse que impediu navios de guerra americanos de entrar no Estreito de Ormuz, informou a TV estatal, enquanto a agência de notícias
Fars disse que dois mísseis atingiram um navio de guerra dos Estados Unidos perto de Jask, no Golfo de Omã, depois que ele ignorou os avisos iranianos.
Uma autoridade de alto escalão dos EUA, porém, negou que um navio americano tenha sido atingido por mísseis iranianos, segundo repórter do site Axios. A Reuters não conseguiu verificar os relatos de forma independente.
Além disso, os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã de atacar com drones um petroleiro vazio pertencente à estatal de petróleo de Abu Dhabi, ADNOC, enquanto o navio tentava atravessar Ormuz.
A unidade de logística de energia marítima da ADNOC informou que o navio Barakah estava vazio quando foi atacado por dois drones e que não houve feridos.
O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados ainda ressaltou a necessidade de o Irã cessar os ataques não e garantir seu compromisso total, “com a interrupção imediata de todas as hostilidades e com a reabertura completa e incondicional do Estreito de Ormuz”.
Fonte: Valor Econômico
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