Argentina projeta exportações de lítio e cobre de US$ 32,7 bilhões em dez anos
maio, 06, 2026 Postado porGabriel MalheirosSemana202619
A Argentina espera alcançar, em dez anos, exportações de US$ 12,1 bilhões em lítio e US$ 20,6 bilhões em cobre, ante US$ 6 bilhões exportados pelo setor mineral no ano passado, disse nesta quarta-feira (6) o secretário de Mineração do país, Luis Lucero.
A perspectiva de forte crescimento nas exportações de lítio e cobre é vista como um dos primeiros sinais de que o regime de incentivos ao investimento RIGI, lançado pelo presidente Javier Milei, começa a destravar aportes de grande escala no setor mineral. Se essas projeções se confirmarem, o valor exportado pelo segmento superará em mais de cinco vezes o patamar registrado pela mineração argentina em 2025, abrindo uma fonte relevante de divisas para uma economia historicamente limitada pela escassez de dólares.
“Daqui a dez anos, a Argentina poderá estar produzindo 580 mil toneladas de LCE [carbonato de lítio equivalente] e 1.641.000 toneladas de cobre por ano”, afirmou Lucero, em entrevista concedida à margem de um evento do setor na província de San Juan.
Anteriormente, o secretário já havia estimado que as exportações minerais da Argentina mais do que dobrariam, para cerca de US$ 10 bilhões em 2027, ante aproximadamente US$ 4 bilhões em 2024.
Segundo Lucero, o valor total dos projetos já aprovados ou apresentados no âmbito do Regime de Incentivo para Grandes Investimentos (RIGI) soma US$ 50,692 bilhões. Milei já afirmou que o programa, criado em 2024, atrairia cerca de US$ 70 bilhões em projetos interessados aproximadamente um ano após sua implementação.
O RIGI tem ajudado a Argentina a atrair investimentos de gigantes da mineração, como BHP e Rio Tinto, em um momento em que o governo busca consolidar a mineração como um setor estratégico para o país, ao lado de energia e agronegócio.
A Argentina é hoje o quarto maior fornecedor mundial de lítio e integra, ao lado de Chile e Bolívia, o chamado “triângulo do lítio”, região que concentra as maiores reservas globais do metal branco, usado em eletrônicos, veículos elétricos e outras tecnologias estratégicas.
O país também exporta ouro e prata e tem grandes projetos de cobre em desenvolvimento, como o Vicuna, conduzido pela australiana BHP em parceria com a canadense Lundin Mining, e o Los Azules, da McEwen Copper, subsidiária da McEwen Mining. A maior parte dos novos projetos de cobre deverá entrar em operação por volta de 2030.
Lucero afirmou ainda que começa a ganhar forma a ideia de um “triângulo do cobre”, formado por Argentina, Chile e Peru.
“Nossa grande vantagem comparativa é que a Argentina está apenas começando. Temos vastas áreas ainda intocadas para explorar e um potencial geológico ainda pouco desenvolvido. Temos uma oportunidade histórica”, disse Lucero.
Reportagem de Lucila Sigal para a Reuters
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